Cooperativa quer colocar o Porto no mapa da música Indie

Um grupo de profissionais como médicos, bancários, advogados, criou uma cooperativa sem fins lucrativos que quer colocar o Porto “no mapa da música indie” através da promoção de concertos e eventos que muitas vezes ficam circunscritos à capital.

José Carlos Soares, membro fundador da Cooperativa de Artes e Espetáculos Mr. November, e médico anestesista, explicou que a ideia surgiu da necessidade de assegurar que estes eventos pudessem ter lugar também no Porto, sem que na equação estivesse presente o retorno financeiro.

O primeiro concerto promovido pela cooperativa, com os Soft Science, terá lugar a 29 de setembro no Hard Club, mas antes disso a Mr. November promoverá no sábado um DJ Set nas inaugurações simultâneas em Miguel Bombarda, com a presença dos DJs Isabel Vanzeler, Mónica Senra e Pedro Taveira.

Para o dia 06 de outubro está marcado um novo ‘sunset’ desta feita no Clube de Leça com a presença dos DJ’s Elisa Leal, Rui Vieira, Rita Martins, Telmo Carvalho e Mónica Roriz, e em novembro, dois concertos: o primeiro, dia 22, com os The Saxophones; o segundo, dia 25, com Holly Miranda, ambos no Hard Club.

A programação de 2018 culmina com a realização da terceira Festa Suspeita no dia 8 de dezembro.

O médico sublinhou que o que move o grupo é apenas a paixão por este tipo de música, sendo que os lucros são inteiramente investidos nos eventos produzidos pela cooperativa.

Há ainda a preocupação de promover valores emergentes da cena musical portuguesa, num investimento musical e cultural que consideram fundamental para a cidade.

A Mr. November nasceu em maio de 2018 enquanto veículo promotor e produtor de eventos e atividades de cariz cultural e/ou recreativo.

Para além da organização de diversas festas e ‘sunsets’, a cooperativa sem fins lucrativos é a promotora musical da marca ‘Os Suspeitos’ na organização de concertos com bandas nacionais e estrangeiras, marca que está na génese da criação da Mr. November.

Segundo aquele responsável, “a ideia nasce de um hábito antigo e de momentos bem passados em reunião com amigos – ‘Os Suspeitos do Costume’ – à volta de novos sons que iam aparecendo no meio da música dita alternativa” e que em 2016 se converte num grupo fechado na rede social Facebook, ‘Os Suspeitos’, que atualmente conta com mais de dois mil membros.

Hoje, a cooperativa tem já algumas dezenas de cooperantes que asseguram uma almofada financeira que permite a concretização de concertos e outras iniciativas.

O objetivo é que no futuro incluam também outras áreas de atividade como exposições e ciclos de cinema, com a música como denominador comum.

“A recetividade tem sido muito boa. Quando nos reunimos estávamos longe de pensar que volvidos cinco meses a evolução fosse exponencial. Para 2019, há um objetivo que já foi largamente ultrapassado. Seria promover quatro concertos internacionais no próximo ano e nós já temos mais do que esse número fechado”, afirmou.

De acordo com a organização, para 2019 está ainda prevista a realização de um festival de música com três ou quatro bandas nacionais.

Até ao final deste ano, estão ainda programadas um conjunto de iniciativas no distrito do Porto, onde se incluem vários concertos e até uma “festa suspeita”. (Ag.Lusa)

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