Manoel de Oliveira distinguido em França

Realizador será condecorado com insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra de França. O realizador português Manoel de Oliveira será condecorado em dezembro, no Porto, com as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra de França, foi hoje anunciado.

De acordo com a embaixada de França, a condecoração será entregue a 9 de dezembro, dias antes de Manoel de Oliveira celebrar 106 anos, no Museu da Fundação de Serralves, no Porto.

O grau de “Grand Officier” é atribuído a título excecional “para recompensar uma personalidade e uma carreira fora do comum”, sustenta a república francesa.

Biografia

Autor de trinta e duas longas-metragens, Manoel de Oliveira (pronúncia em português europeu mɐnuˈɛɫ doliˈvɐjɾɐ), nasceu na freguesia de Cedofeita (cidade do Porto) no seio de uma família da alta burguesia nortenha, com origens na pequena fidalguia. É filho de Francisco José de Oliveira (Mosteiro, Vieira do Minho, 1865 – ?), industrial e primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal, e de sua mulher (Lordelo do Ouro, Porto) Cândida Ferreira Pinto (Porto, Santo Ildefonso, 13 de abril de 1875 – Porto, 2 de julho de 1947).

Ainda jovem foi para A Guarda, na Galiza, onde frequentou um colégio de jesuítas. Admite ter sido sempre mau aluno. Dedicou-se ao atletismo, tendo sido campeão nacional de salto à vara e atleta do Sport Club do Porto, um clube de elite. Ainda antes dos filmes veio o automobilismo e a vida boémia. Eram habituais as tertúlias no Café Diana, na Póvoa de Varzim, com os amigos José Régio, Agustina Bessa-Luís, Luís Amaro de Oliveira e outros. Cedo é mordido pelo bichinho do cinema.

Filmografia
Longas-metragens

1942 – Aniki-Bobó
1963 – Acto da Primavera (docuficção)
1971 – O Passado e o Presente
1974 – Benilde ou a Virgem Mãe
1979 – Amor de Perdição
1981 – Francisca
1985 – Le Soulier de Satin
1986 – O Meu Caso
1988 – Os Canibais
1990 – Non, ou a Vã Glória de Mandar
1991 – A Divina Comédia
1992 – O Dia do Desespero
1993 – Vale Abraão
1994 – A Caixa
1995 – O Convento
1996 – Party
1997 – Viagem ao Princípio do Mundo
1998 – Inquietude
1999 – A Carta
2000 – Palavra e Utopia
2001 – Porto da Minha Infância
2001 – Vou para Casa
2002 – O Princípio da Incerteza
2003 – Um Filme Falado
2004 – O Quinto Império – Ontem Como Hoje
2005 – Espelho Mágico
2006 – Belle Toujours
2007 – Cristóvão Colombo – O Enigma
2009 – Singularidades de uma Rapariga Loura
2010 – O Estranho Caso de Angélica
2012 – A Igreja do Diabo
2012 – O Gebo e a Sombra

Curtas e médias metragens

1931 – Douro, Faina Fluvial
1932 – Estátuas de Lisboa
1938 – Já se Fabricam Automóveis em Portugal
1938 – Miramar, Praia das Rosas
1941 – Famalicão (filme)
1956 – O Pintor e a Cidade
1964 – A Caça
1965 – As Pinturas do meu irmão Júlio (documentário)
1966 – O Pão (documentário)
1982 – Visita ou Memórias e Confissões
1983 – Lisboa Cultural
1983 – Nice – À propos de Jean Vigo
1985 – Simpósio Internacional de Escultura em Pedra – Porto
2010 – Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética
2011 – “Do Visível ao Invisível” em Mundo Invisível
2014 – O Velho do Restelo

Outros filmes

1937 – Os Últimos Temporais: Cheias do Tejo (documentário)
1958 – O Coração (documentário, 1958)
1964 – Villa Verdinho: Uma Aldeia Transmontana (documentário)
1987 – Mon Cas (1987)
1987 – A Propósito da Bandeira Nacional (1987)
2002 – Momento (2002)
2005 – Do Visível ao Invisível (2005)
2006 – O Improvável não é Impossível (2006)
2011 – O Conquistador conquistado (2011), curta-metragem inspirado pela escolha de Guimarães como Capital Européia da Cultura.

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