Benfica é campeão nacional pela 33.ª vez

O Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol pela 33.ª vez, fruto de um triunfo por 2-0 sobre o Olhanense, na 28.ª e antepenúltima jornada da I Liga. A festa fez-se em tons de vermelho e regada a champanhe na Luz, com o Benfica a encontrar semelhanças com a caipirinha: com Lima é muito melhor. Foi o “bis” do avançado brasileiro, aos 57 e 60 minutos, a assinar o triunfo que sentenciou o titulo.

A equipa de Jorge Jesus, que à quinta época chega ao segundo título de campeão na Luz, travou a hegemonia do FC Porto nos últimos anos, ao impedir o “tetra” dos dragões, com um título que é um novo marco no futebol europeu: o Benfica é a primeira equipa do “top 10” das Ligas europeias da UEFA a chegar aos 33 títulos, superando os 32 do Real Madrid.

As águias aumentam o fosso de títulos em relação aos rivais, FC Porto (27) e Sporting (18), ainda que em termos absolutos o Benfica tenha menos quatro troféus no futebol profissional do que os dragões (74-70).

No entanto, a equipa de Jorge Jesus está na final da Taça de Portugal e nas “meias” de Taça da Liga e Liga Europa, podendo ainda completar uma época de sonho, após o traumático desfecho de 2012/13, em que não ganhou nada.

Com 23 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota (frente ao Marítimo, na primeira jornada), o Benfica soube dar a volta ao mau início de época que chegou a deixar as águias a cinco pontos do FC Porto.

Agora, levam 18 de vantagem sobre os dragões, à condição, a maior distância da era Pinto da Costa, em que os portistas superaram largamente o Benfica na luta pela hegemonia do futebol nacional, agora “travada”.

O Sporting foi quem mais luta deu à equipa encarnada ao longo da época e superou as expetativas iniciais, mas foi insuficiente para ombrear pelo título até ao fim.

A equipa de Jorge Jesus soube, ainda, superar a saída de Matic em janeiro e as graves lesões de Salvio e Cardozo ao longo da época. Luisão, capitão encarnado, protagonizou com Garay uma dupla defensiva de sucesso, mas foi o “perfume argentino” de Enzo Pérez e Nico Gaitán que mais encantou na versão 2013/14 do Benfica. Markovic surge como empolgante promessa para o curto prazo, enquanto Lima e Rodrigo dividiram as despesas goleadoras do clube da Luz.

O Benfica tem o melhor ataque (56) e a melhor defesa da I Liga (15), não tendo perdido um único “clássico” até ao momento. A receção ao Vit.
Setúbal e a visita ao Dragão só servirão para cumprir calendário, seguindo-se uma festa, por todo o país, justificada com a tremenda regularidade exibida ao longo da época, daquela que foi – e é -, a larga distância, a melhor equipa da época no futebol nacional e uma das melhores na Europa. (DN)


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