Ronaldo recebe mais uma Bola de Ouro

O CR7 agradeceu à família, à seleção portuguesa e a Portugal, e mostrou-se “muito feliz” . Ronaldo estabeleceu ainda mais uma meta: “Espero apanhar o Messi já na próxima época!”, declarou o português, com um sorriso. Leonel Messi já ganhou quatro Bolas de Ouro.

“Estou a ver se vejo o meu filho, a minha família, a minha mãe… tranquilo”, começou por dizer o Bola de Ouro de 2014, depois de largos segundos a ganhar fôlego no palco, após receber o troféu que o premeia como melhor jogador do ano.

Cristiano Ronaldo agradeceu a todos os que votaram nele, ao treinador Carlo Ancelotti, aos companheiros do Real Madrid, ao presidente Florentino Pérez e aos adeptos do Real Madrid, por um ano “inesquecível”, a nível coletivo e pessoal.

“Nunca pensei ganhar três vezes esta ‘bolinha’, mas espero não parar por aqui. Espero apanhar o Messi já na próxima época. Já disse várias vezes que quero entrar na história do futebol como o melhor”, disse o internacional português, confessando que ganhar um troféu da dimensão da Bola de Ouro “é único”.

Ronaldo tinha ganho já o mesmo troféu em 2008 e 2013. Ganhou, desta vez, com 37% dos votos.

Embalado por 61 golos em 60 jogos, mais quatro títulos, a Liga dos Campeões e ainda o Mundial de Clubes, a Supertaça Europeia e a Taça do Rei, Ronaldo superou a concorrência do próprio Messi e do guarda-redes alemão Manuel Neuer.

O ‘falhanço’ no Mundial de 2014 acabou por pesar tanto como a ausência de títulos em 2013 e o jogador do Real Madrid já só tem Messi pela frente, tendo igualado as proezas dos holandeses Johan Cruyff e Marco van Basten e do francês Michel Platini, que voltou a ‘torcer o nariz’ à sua vitória.

Cruyff, Van Basten e Platini conseguiram-no, no entanto, numa altura em que o prémio só era atribuído a jogadores do ‘velho continente’: se ainda fosse assim, o ‘capitão’ da seleção lusa já estaria, certamente, isolado no topo.

A vitória da ‘Champions’, em pleno Estádio da Luz, foi o momento ‘chave’ para a vitória de Cristiano Ronaldo, até porque esse triunfo valeu, posteriormente, as vitórias no Mundial de clubes e na Supertaça Europeia.

Longe da melhor condição física, o jogador luso não ‘apareceu’ em Lisboa, exceto para marcar o penálti do 4-1 final, sendo ‘salvo’ pela cabeça de Sérgio Ramos, que, nos descontos, evitou o primeiro título europeu do Atlético de Madrid, forçando o prolongamento.

Cristiano Ronaldo viria a ter a sua noite em Cardiff, no País de Gales, onde, com um ‘bis’, permitiu ao Real Madrid bater o Sevilha por 2-0 e conquistar a Supertaça Europeia.

O ‘empurrão’ final para a conquista terá sido dada nos jogos da presente edição da Liga espanhola: ainda antes do meio da prova, Cristiano Ronaldo já soma 26 golos, quase tantos como os 31 que lhe deram a terceira Bota de Ouro em 2013/14.

Além de ter sido o melhor marcador da Liga espanhola, o futebolista lusa também foi o ‘rei’ dos marcadores da ‘Champions’ e com um recorde de 17 golos.

Pela seleção lusa, Ronaldo viveu o pior momento do ano, ao tornar-se o primeiro detentor da Bola de Ouro a cair na primeira fase de um Mundial. Em três jogos, marcou apenas um golo, na despedida, ao Gana (2-1).

Já na presente temporada, o ‘7’ português como que se ‘redimiu’, ao apontar dois golos decisivos, nos triunfos por 1-0 na Dinamarca e perante a Arménia, que deixaram Portugal bem encaminhado para alcançar o Europeu de 2016.

Ronaldo no 11 ideal

Os 23.383 jogadores de 58 países escolheram o avançado do Real Madrid juntamente com o argentino Lionel Messi e o holandês Arjen Robben para formar o trio atacante da equipa ideal do ano, que integra ainda dois antigos jogadores do Benfica, o brasileiro David Luiz e o argentino Ángel Di Maria.

Do “onze” fazem ainda parte o guarda-redes Manuel Neuer, os defesas Philipp Lahm, Thiago Silva e Sergio Ramos, os médios Andrés Iniesta e Toni Kroos.

Os ex-benfiquistas são estreantes nesta eleição, juntamente com Kroos e Robben, enquanto Neuer, Lahm e Silva integram esta equipa pela segunda vez consecutiva. Mais habituados a integrar este ‘onze’, os espanhóis Iniesta e Ramos foram escolhidos pela sexta e quinta vez, respetivamente.

Real Madrid e Bayern Munique, com três jogadores cada, Paris Saint-Germain e FC Barcelona, com dois, e Manchester United são os clubes representados neste “onze”, cuja nacionalidade mais representada é a alemã, com três, seguido de Espanha, Argentina e Brasil, com dois, enquanto Argentina, Holanda e Portugal detém um cada.

No “onze” escolhido pelos jogadores portugueses, há apenas duas alterações, com as entradas de Mats Hummels e o Luka Modric para os lugares de David Luiz e Andrés Iniesta, respetivamente. (JN)

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