• Ter. Nov 24th, 2020

A Finlândia anuncia oficialmente que prefere deixar o euro do que pagar as dívidas de outros

Não é a primeira vez que o Polígrafo, tenta colar a um partido uma ideologia que não defende

Não é a primeira vez que o Polígrafo, a partir de apenas um vídeo, imagem ou artigo, tenta colar a um partido uma ideologia que não defende. Na minha crónica “O Polígrafo tem de ir ao Polígrafo” já o tinha denunciado com o VOX (leia aqui).

Este artigo foi censurado pelo Facebook Portugal, que Cultura Lusa considera como uma injustiça.
O artigo é composto com “dois tempos”, Passado e Presente. Este artigo é 100% VERDADEIRO, mas o Facebook deve ter dificuldades na leitura.

Início do Artigo :

A Finlândia anuncia oficialmente que prefere deixar o euro do que pagar as dívidas de outros

Vamos então relembrar o que foi dito no PASSADO :

A Finlândia prefere preparar-se para sair do euro em vez de pagar as dívidas de outros países da zona do euro, disse a ministra das Finanças, Jutta Urpilainen, no diário financeiro Kauppalehti, na sexta-feira.Queremos resolver a crise, mas não é de qualquer maneira.

“A Finlândia comprometeu-se em ser membro da zona euro e acreditamos que o euro é bom para a Finlândia”.

Já em 2012 (…) a Finlândia tinha dado sinais de não querer alimentar os maus gestores de certos países, e ultimamente diante o Covid-19, esses sinais não foram esquecidos.

“No entanto, a Finlândia não seguirá o euro a qualquer custo e estamos prontos para qualquer cenário, incluindo o abandono da moeda única europeia”, declarou ela.

“A responsabilidade coletiva pelas dívidas e riscos de outros países não é motivo em que precisamos de nos preparar”, acrescentou.

Jutta Urpilainen admitiu numa entrevista no diário finlandês Helsingin Sanomat que publicou na quinta-feira, que a Finlândia, um dos últimos países da zona do euro a se beneficiar de um rating de crédito triplo A, “representava uma linha dura” em relação a planos de ajuda financeira.

Podemos considerar que o governo finlandês defende os interesses do povo finlandês diante desta União Européia (UE) doente.

Somos construtivos e queremos resolver a crise, mas não é de qualquer maneira e de qualquer condição“, disse ela.

Reticências na tomada de decisões vindas da UE

Helsínquia expressou sua relutância (reticências) em permitir que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES) compre títulos no mercado secundário como parte do acordo alcançado na semana passada numa cimeira em Bruxelas, onde foram anunciadas medidas para apoiar os países atualmente criticados pelos investidores… (como por exemplo Espanha, Itália, Portugal…)

Helsínquia exigiu e conseguiu, durante o segundo plano de ajuda à Grécia, concluir um acordo bilateral com Atenas, garantindo a recuperação dos montantes adiantados.

A Finlândia anunciou o início de negociações bilaterais com a Espanha para obter o mesmo tipo de garantias em troca da participação no resgate de bancos ibéricos.

E hoje?

Numa entrevista coletiva em Helsínquia, Sanna Marin foi convidada a comentar sobre a profunda preocupação expressa pelo presidente francês Emmanuel Macron, que disse temer que a União Européia corresse o risco de se desintegrar se não ajudasse seus membros dos países do sul afetado pelo vírus.

A primeira-ministra finlandesa Sanna Marin respondeu que responder à situação requer o comprometimento de todos os países membros.

“Ajudando e apoiando um ao outro, podemos passar por momentos difíceis”, observou Sanna Marin.

Segundo o presidente Macron, citado no jornal britânico Financial Times, a União Européia “não tem outra escolha a não ser de aceitar” o ônus da dívida comum, mas a realidade é outra, porque em geral o povo françês não aceita alimentar financeiramente sempre os mesmos países, aqueles que nunca conseguem diminuir a dívida.

Alternativa dos países ricos?

Sejamos honestos, os países ricos da EU estão fartos de contribuir para o mealheiro da União Européia, porque eles sabem bem quem são os maus gestores. A Finlândia pode muito bem, em qualquer momento sair da UE, como também outros países o podem fazer…

“A União Europeia já está morta há muito tempo”.

José Pacheco Pereira, professor e investigador, afirma que a “União Europeia já está morta há muito tempo” e que foram os dois princípios (criar uma cultura de paz entre nações que eram naturalmente inimigas e uma coesão) que a fundaram que garantiram o seu sucesso durante muito tempo mas “quando se abandona a perspetiva da coesão social, que haja a deslocação de recursos dos países mais ricos para os países mais frágeis, a União Europeia não consegue politicamente dar resposta“.

A ministra finlandesa das Finanças, Katri Kulmuni, elogiou o “plano de compromisso” da semana passada alcançado pelos ministros das Finanças do Eurogrupo em um pacote de crise, acrescentando, no entanto, que a Finlândia não apóia a idéia de dívida comum.

O pacote inclui o uso do Mecanismo Europeu de Estabilidade, um aumento dos poderes de garantia do Banco Europeu de Investimento e um programa de fundos de empréstimos de 100 bilhões para garantir o emprego.

Ela também disse que o passivo finlandês permaneceria em torno de 400 milhões de euros no Fundo de investimento e em torno de 300 milhões em banco de investimento.
(Fontes: AFP & SIC & CL)

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