A perda da confiança dos mercados pode levar Portugal a segundo resgate

O governador do Banco de Portugal defendeu que, mais do que uma saída limpa, Portugal tem de ter “uma saída credível” e que ela se constrói “em relação ao futuro e não ao passado”.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, admitiu esta sexta-feira no Parlamento que existe a possibilidade de um segundo resgate se o País perder o acesso aos mercados, alertando para a necessidade de “não os desiludir”.

Carlos Costa falava na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças esta tarde, respondendo a uma questão do deputado socialista João Galamba sobre a sustentabilidade da saída limpa.

“É evidente que a probabilidade de um segundo resgate existe se perdermos acesso aos mercados e isso só acontece se perdermos a confiança dos mercados”, afirmou o governador do banco central.

O responsável defendeu que, mais do que uma saída limpa, Portugal tem de ter “uma saída credível” e que ela se constrói “em relação ao futuro e não ao passado”.

Para Carlos Costa, o País tem de estar “permanentemente atento para não desiludir os mercados”, já que a confiança das instituições “perde-se muito facilmente”.

Por outro lado, mas ainda nas respostas ao deputado do Partido Socialista, que se interrogou quanto aos riscos de deflação no País, Carlos Costa afirmou: “Não estamos confrontados com risco de deflação, mas com o risco de baixa inflação”. (JN)


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