António Costa atinge popularidade mais baixa desde que é primeiro-ministro

O primeiro-ministro recuou, em Dezembro, para o pior nível de popularidade desde que assumiu a liderança do Governo.

Distante vai o tempo em que António Costa era considerado o líder partidário mais popular em Portugal. Em Dezembro, a sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã atribui uma nota de 9,7 numa escala de 0 a 20, a primeira negativa do líder socialista desde que assumiu a chefia do Governo.

No mês passado, Costa já havia registado a pior avaliação desde a formação da actual maioria parlamentar.

Apesar de todos os líderes partidários verem a respectiva avaliação piorar em Dezembro face ao mês anterior, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins (10,6), e o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa (10,0), são os únicos a merecer nota positiva.

Já Rui Rio (6,4), presidente do PSD, e Assunção Cristas (8,1), líder do CDS, acentuaram a avaliação negativa que mantêm há já vários meses.

A popularidade de António Costa surge cada vez mais distante do pico de 15,6 atingido em Junho de 2017, precisamente o mês que ficou marcado pela tragédia de Pedrógão Grande. Mas mesmo ao longo desse Verão e mesmo depois dos incêndios de Outubro de 2017 nunca a avaliação do secretário-geral do PS foi tão baixa como agora.
Leia a notícia na íntegra no Jornal de Negócios.

Sobre A REDUÇÃO DO DÉFICE

Sobre a redução da dívida, há duas maneiras de analisar o assunto: numa perspetiva bondosa (a preferida do Governo) e numa perspetiva puramente contabilística, que não vai totalmente ao encontro da narrativa de António Costa.

A primeira perspetiva diz-nos que a dívida em percentagem do PIB (Produto Interno Bruto) está efetivamente a descer. Dos 125,7% registados em 2017, o FMI prevê que atinja os 120,8% no final de 2018. Para o próximo ano, a dívida deverá atingir os 117,2%do PIB português. Isto acontece porque a economia portuguesa está a crescer, logo a criar mais riqueza.

O PIB nacional fechou 2017 nos 193,1 mil milhões de euros. Para este ano, o FMI espera que o país crie 200,6 mil milhões de euros de riqueza. Para 2019, a expectativa do Fundo é que Portugal atinja um PIB de 207,5 mil milhões de euros.

Se nos fixarmos na contabilidade pura, temos de concluir que desde que António Costa tomou posse que a dívida absoluta aumentou, num total de 17,419 mil milhões de euros. Dos 231,526 mil milhões de euros registados em Novembro de 2015, a dívida continuou a subir desde então.

Nos últimos três anos, a dívida subiu 7,5% para um total de 248,955 mil milhões de euros em Setembro de 2018, segundo os dados do Banco de Portugal.

Segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida absoluta vai continuar a aumentar. Dos 242,4 mil milhões esperados para este ano, a dívida portuguesa vai continuar a subir em 2019 e 2020 quando deverá atingir os 246,7 mil milhões de euros. A partir daí, deverá começar a recuar gradualmente até atingir os 241,4 mil milhões de euros em 2023.

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