Após os ataques químicos, os Estados Unidos atacaram uma base aérea do regime sírio

O ataque dos Estados Unidos contra uma base na Síria “ilustra uma determinação necessária contra os ataques químicos bárbaros”, afirmou hoje o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

“A União Europeia trabalhará com os Estados Unidos para pôr fim à brutalidade na Síria”, acrescentou Tusk, numa curta declaração na rede social Twitter.

Forças militares dos Estados Unidos lançaram hoje de madrugada 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea síria de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou hoje que há uma “clara distinção” entre ataques aéreos que visam alvos militares e o uso de armas químicas sobre civis.

“Há uma clara distinção entre ataques aéreos sobre alvos militares e o uso de armas químicas contra civis”, disse Juncker, num comunicado hoje divulgado, em Bruxelas.

O líder do executivo comunitário reiterou ainda que “tem que haver uma resposta ao uso repetido de armas químicas”, sublinhando, no entanto, que “só uma transição política” pode resultar numa paz duradoura na Síria.

Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira um ataque com 59 mísseis contra a base aérea de Shayrat, que está “associada ao programa” sírio de armas químicas e “diretamente ligada” aos “horríveis acontecimentos” de terça-feira, de acordo com um responsável da Casa Branca.

Pelo menos 86 pessoas morreram na terça-feira na localidade Khan Cheikhun, na província rebelde de Idleb, no noroeste da Síria.

As autoridades de Damasco reconheceram ter realizado o bombardeamento contra a localidade, mas negou categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais de Khan Cheikhun.

A ONU confirmou que pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH, oposição), com sede em Londres, elevou o número de mortos para 86 e a Defesa Civil Síria, também conhecidos como “Capacetes Brancos”, fale em mais de 300 feridos.

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