As ações do grupo Fosun que detém a Fidelidade e Espírito Santo Saúde estão suspensas

As ações do grupo chinês Fosun, que em Portugal detém a seguradora Fidelidade e a Espírito Santo Saúde, estão suspensas nas praças financeiras da China depois de o presidente da empresa ter sido dado como incontactável.

A imprensa chinesa avançou que o multimilionário Guo Guangchang foi detido pelas autoridades e que se desconhece se está a ser investigado ou a prestar assistência numa investigação.

Guo foi, alegadamente, detido à chegada a Xangai num voo proveniente de Hong Kong, escreve a agência oficial chinesa Xinhua.

Contactada hoje pela agência Lusa, fonte da empresa limitou-se a responder que o grupo manterá informados os meios de comunicação social à medida que houver novidades.

Com uma fortuna pessoal de 6,61 mil milhões de euros, Guo Guangchang é o 11.º homem mais rico da China, segundo dados publicados pela revista norte-americana Forbes.

Num comunicado publicado no ‘site’ oficial do Fosun e assinado pelo vice-presidente Liang Xinjun, a empresa informa que suspendeu temporariamente as negociações nas bolsas de Xangai, Hong Kong e Shenzhen, devido a “informações sensíveis”.

As autoridades chinesas mantêm um apertado escrutínio sobre o setor financeiro do país desde que, entre meados de junho e o dia 09 de julho, a bolsa de Xangai desvalorizou 30%, depois de ter avançado 150% no espaço de um ano.

No dia 27 de novembro, a Haitong, que adquiriu o antigo banco de investimento português BESI (atual Haitong) suspendeu as negociações nas praças financeiras de Xangai e de Hong Kong, após notificação de que estaria a ser investigada pelo regulador devido a suspeitas de irregularidades nos contratos estabelecidos com os clientes e a prática de empréstimos com imposição de margens.

Em Portugal, além da Fidelidade e da Espírito Santo Saúde, reconvertida em Luz Saúde, o Fosun detém uma participação de 5,3% na REN e foi um dos candidatos à compra do Novo Banco, até as negociações terem sido suspensas pelo Banco de Portugal.

No último ano, segundo os dados compilados pela agência Bloomberg até julho, o gigante empresarial, dono do Club Mediterranee, anunciou 10 aquisições num total de 6,4 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros).

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