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Caixa Geral de Depósitos perdeu 1.200 milhões em créditos

cgdpt

(Atualização 25-02-2020) Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu perdas de 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito.

O Parlamento vai pedir ao Ministério Público uma auditoria à Caixa Geral de Depósitos.

Maus gestores do banco CGD : Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

Quem paga mais uma vez essas perdas? São novamente os portugueses (Acorda Zé Povinho)!

Os ex-gestores da CGD “esconderam créditos por pagar” ao Banco, adulterando, assim, os rácios da entidade financeira, destaca um documento enviado pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) ao Parlamento, no âmbito da Comissão de Inquérito ao banco público, e que é agora divulgado pelo Correio da Manhã (CM).

Mas o TRL dá a entender que as contas do banco público terão sido adulteradas, com a omissão de valores de grandes devedores que estavam em incumprimento. “A administração da CGD manteve-os como créditos sem incumprimento, não registando as perdas, nem executando as garantias”, aponta o CM citando a decisão do Tribunal.

“Terá sido determinada a omissão de alguns registos de incumprimento”, sustenta o TRL, admitindo que terá sido “um acto deliberado no sentido de omitir o passivo gerado na esfera do banco”.

Os dados constam de um relatório preliminar, divulgado por Joana Amaral Dias na CMTV e a que o ECO teve acesso, realizado pela consultora EY, que, a pedido do Ministério das Finanças, fez uma auditoria à gestão da Caixa no período de 2000 a 2015.

Na auditoria, a consultora identifica vários tipos de operações que caracteriza como “exceções face ao normativo e ao enquadramento regulamentar aplicável”. Leia-se, não cumpriram as regras.



Entre os 200 devedores que foram identificados pela EY como tendo gerado as maiores perdas para o banco público, há 64 casos em que ocorreu pelo menos uma das situações descritas em cima.

A 31 de dezembro de 2015, a CGD ainda tinha exposição a 46 desses clientes, num montante total de 2,96 mil milhões de euros em dívida.

Quase metade desse montante tinha sido dado como perdido no final de 2015: as perdas por imparidades com estes créditos totalizavam, por essa altura, 1.198.082.600 euros.

O montante perdido com cada cliente é muito variável. A Artlant representa a maior perda, num total que ultrapassa os 211 milhões de euros.

Segue-se a Investifino (detida pelo empresário Manuel Fino), com perdas superiores a 138 milhões, a Fundação Berardo, com mais de 124 milhões, e a AE Douro Litoral, com 122,6 milhões.

O revisor oficial de contas (ROC) que acompanhou a CGD entre 2000 e 2016, Manuel de Oliveira Rego, referiu na Comissão Parlamentar de inquérito à recapitalização da CGD e à gestão do banco, que “até 2006, a organização interna era muito débil“.

Na óptica de Oliveira Rego, todos os Governos têm responsabilidades pelo desnorte no banco público no período entre 2000 e 2015, que é o que está a ser analisado pela Comissão de Inquérito, especialmente por não ter feito a devida supervisão.

Só podemos esperar que a Justiça funcione e que o MP faça o seu trabalho, para colocar esta gente toda atrás das grades.

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