• Seg. Set 21st, 2020

Empresas já pediram 10,5 mil ME à banca mas dinheiro não chega

Os pedidos das empresas às linhas de apoio lançadas pelo Governo devido à pandemia covid-19 atingiram 10,5 mil milhões de euros, face a uma disponibilidade de 6,2 mil milhões de euros, disse o presidente da CIP.

“As candidaturas que foram apresentadas ultrapassam os 10,5 mil milhões de necessidades”, afirmou o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, em conferência de imprensa para apresentação dos resultados de um inquérito sobre perspetivas de investimento das empresas após a pandemia.

Segundo acrescentou António Saraiva, tendo em conta que a disponibilidade da linha são 6,2 mil milhões de euros e que o acesso à verba é feito “por ordem de chegada”, há empresas que não vão conseguir aceder se a linha não for reforçada.

O presidente da CIP disse que, de acordo com informação transmitida pelo Ministério da Economia, “estão aprovadas com garantias de Estado 6,1 mil milhões de euros, ou seja, estão praticamente aprovados quase a totalidade dos 6,2 mil milhões”.

E dos 6,1 mil milhões de euros aprovados, “há 3,1 mil milhões contratualizados”, adiantou o líder da confederação patronal.

António Saraiva voltou a criticar a “excessiva burocracia” no acesso ao crédito e a “falta de perceção” do Governo sobre a dimensão da medida de apoio às empresas.

Segundo os dados do inquérito divulgado pela CIP em parceria com o ISCTE, a percentagem de empresas que pediu financiamento bancário na semana passada aumentou face à anterior, de 38% para 42%.

Das empresas que pediram financiamento, 69% ainda não tinham recebido a verba na semana passada.

A CIP defende a criação de um fundo de capitalização de emergência de três mil milhões de euros para empresas, através de fundos de capital de risco, face à crise da pandemia covid-19, medida que a confederação chamou de “bazuca portuguesa” e que faz parte de um conjunto de propostas que a confederação apresentou ao Governo.

A confederação pede o aumento das linhas de crédito, que estão “esgotadas”, e o reforço da capacidade de resposta do sistema financeiro e do sistema de garantia mútuo. (Ag.Lusa)

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