Governo acredita que “rating de Portugal” sairá de “lixo” mais rápido do que esperado

As Finanças disseram hoje que a decisão da Fitch de melhorar a perspetiva do ‘rating’ de Portugal vem no seguimento de indicadores favoráveis da economia e contas públicas e acredita que Portugal sairá de ‘lixo’ mais rapidamente do que esperado.

“Esta alteração abre caminho a uma atualização do ‘rating’ da República para o grau de investimento de qualidade. Tendo por base os desenvolvimentos orçamentais e a dinâmica de crescimento económico recentes, essa atualização deverá ocorrer mais rápido do que o anteriormente esperado pela maioria dos agentes de mercado”, lê-se no comunicado das Finanças, divulgado logo após ter sido conhecida a decisão da Fitch.

Esta agência de notação financeira melhorou hoje a perspetiva do ‘rating’ da República Portuguesa de “estável” para “positiva”, abrindo caminho a uma alteração do ‘rating’ que, para já, continua em ‘BB+’, dentro do grau de ‘não investimento’ (vulgarmente chamado de ‘lixo’).

A nota à imprensa cita o ministro das Finanças, Mário Centeno, para quem a decisão da Fitch, após a formalização também hoje da saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo de Portugal, “surge em linha com a acumulação de indicadores que atestam a trajetória de melhoria substancial da economia portuguesa”.

Para o governante, Portugal conseguiu “um movimento de viragem impressionante alicerçado no crescimento equilibrado”.

O comunicado das Finanças considera ainda que o esforço orçamental que a Fitch reconhece com a alteração de perspetiva “assenta num controlo rigoroso da despesa, num novo impulso do crescimento, baseado na performance das exportações e do investimento empresarial, bem como no dinamismo do mercado de trabalho” e que são estes “pilares fundamentais de uma estratégia de crescimento inclusivo” que garantem “uma ampla base de apoio social ao programa de reformas em curso”.

Além da Ficth, as outras duas principais agências de notação financeira, Moody’s e Standart and Poor’s (S&P), ainda mantêm Portugal no nível de ‘lixo’, o que encarece os custos do financiamento do Estado e das empresas portuguesas.

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