Novo Banco deverá pedir novamente cerca de mil milhões ao Fundo de Resolução

O Novo Banco deverá pedir uma nova injeção de capital ao Fundo de Resolução que rondará os mil milhões de euros.

Um valor próximo da última injeção e que aproxima o montante do limite máximo acordado a quando da venda de 75% do banco ao fundo norte-americano Lone Star (3,89 mil milhões de euros), avança o Jornal de Negocios.

Com o dinheiro dos contribuintes tudo é possível !
O Governo e o fundo dono do Novo Banco, o norte-americano Lone Star, estão a negociar (em conjunto com o Banco de Portugal) uma possível injeção de mil milhões de euros, mas que poderá talvez atingir os 1.400 milhões de euros (1 400 000,00€) no Novo Banco

O valor da injeção não está totalmente fechado já que será ajustado aos resultados de 2019 que serão apresentados na próxima na sexta-feira, dia 28 de fevereiro.

Tudo aponta para que o banco liderado por António Ramalho tenha prejuízos idênticos aos registados em 2018.

É de recordar: há dois anos, o resultado negativo foi de 1,412 milhões de euros (1 412 000,00€), é com base neste número que será calculada a nova injeção de capital no Novo Banco.

A nova injeção de perto de mil milhões de euros irá aproximar o Novo Banco do limite definido no acordo de venda da instituição financeira.

No momento da venda de 75% ao fundo norte-americano Lone Star, foi estabelecido um máximo de 3,89 mil milhões de euros que o Fundo de Resolução poderá injetar no banco, que provia de um mecanismo de capital contingente que pode funcionar até 2025.

Até agora, foram utilizados cerca de 2 mil milhões de euros (2 000 000,00€).

O “Fundo de Resolução“, um veículo público que é gerido pelo Banco de Portugal, já injetou cerca de 1.900 milhões de euros no Novo Banco, ao abrigo do acordo feito com o Lone Star (que tem 75% do banco, os outros restantes são do Fundo de Resolução).

Mas o Lone Star tem direito a pedir mais outro tanto, para ser compensado por perdas na “digestão” de um conjunto delimitado de ativos problemáticos.

E teria mais seis anos para consumir esse “plafond“, mas as partes estão interessadas em antecipar o encerramento deste processo, para obter uma poupança e acabar com as injeções anuais, desde logo pelas consequências reputacionais que isso acarreta.

A confirmar-se, a nova injeção vem acrescer aos 1.149 milhões injetados no ano passado e aos 792 milhões do ano anterior.

No total, já foram colocados no Novo Banco 1.941 milhões de euros através deste mecanismo, fundos que vêm de contribuições anuais por parte dos outros bancos mas, sobretudo, de empréstimos públicos que serão ressarcidos pelos outros bancos ao longo das próximas décadas.

O Fundo de Resolução terá, ainda, direito a 25% do valor de uma eventual venda da instituição.



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