• Sáb. Dez 10th, 2022

O partido Chega vai questionar o Governo sobre “despesas supérfluas” da Presidência da UE

andre-ventura-belem
Share This !

Governo está a utilizar “as práticas que tão bem lhe são conhecidas” e que “levaram o país à bancarrota” num “passado muito próximo”, diz André Ventura.

O deputado do partido Chega, André Ventura, anunciou que vai questionar na segunda-feira o gabinete do primeiro-ministro acerca das “despesas supérfluas” da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Num comunicado o dirigente do partido explica que quer respostas do Governo sobre despesas superiores a 35 mil euros com uma empresa vinícola, um contrato de quase 40 mil euros para compra de 360 camisas e 180 fatos, e sobre 260 mil euros gastos para equipar um centro de imprensa.

O Chega cita uma notícia de um “conceituado jornal norte-americano”, e destaca como “curioso” ter sido a imprensa internacional “a desenvolver um trabalho de investigação sério, o que mostra bem como a comunicação social portuguesa está, alguma condicionada, e outra pactuante, com o exercício de poder deste Executivo”.

O jornal europeu Politico escreveu no dia 4 que apesar de a pandemia de covid-19 ter levado Portugal a ter uma “presidência fantasma”, gastou-se dinheiro “como se estivesse à espera de eventos presenciais” como norma.

A notícia dá conta das despesas em equipamentos, bebidas e vestuário, além do dinheiro gasto para equipar o centro de imprensa, embora as conferências de imprensa sejam “online”.

E cita a porta-voz da presidência, Alexandra Carreira, que disse que Portugal não podia “ignorar a possibilidade” de fazer reuniões físicas num futuro próximo.

No comunicado divulgado este domingo o Chega diz que não se compreende como tais despesas são justificáveis, num momento de crise como o atual e quando as reuniões são na maioria virtuais. E o investimento no centro de imprensa, acrescenta, também foi um desperdício, porque a imprensa tem optado por estar presente de forma online.

“E como se todo este festival de desperdício e de falta de noção social não fosse suficiente, o Governo assinou ainda contratos de patrocínio para os seis meses de Presidência que vão contra aquelas que são as boas práticas recomendadas pela União Europeia”, acrescenta o Chega no comunicado.

E diz ainda: “O Governo socialista está apenas a levar a cabo as práticas que tão bem lhe são conhecidas e que já levaram o país à bancarrota num passado muito próximo e, mais uma vez, consegue fazê-lo sem que as autoridades competentes escrutinem o seu trabalho, o que dá uma terrível imagem das instituições portuguesas”. (Ag.Lusa)

Conecte-se ao Facebook para poder comentar
Empresários da construção na seca de investimento público
construcao

Em Abril, a produção do sector da construção caiu 21,5%, face a mesmo mês de 2012, com a engenharia civil a cair 22,6%, diz a Associação de Empresas de Construção Read more

Governo não vai conseguir o corte na despesa
joao ferreira amaral

video - Governo não vai conseguir cortar os 4,7 mil milhões de euros na despesa e defende uma saída do Euro para Portugal, sublinhou Ferreira do Amaral O economista João Read more

Eurogrupo admite mais apoios para Portugal
EuroGrupo

O presidente do Eurogrupo admitiu hoje que poderão vir a ser consideradas medidas de apoio complementares a Portugal e Irlanda para ajudar estes dois países a saírem dos programas de Read more

Equador renuncia a acordo aduaneiro com os EUA devido ao caso Snowden
Ricardo Patino

O Equador anunciou, que renuncia ao pacto aduaneiro com os EUA, que lhe valia tarifas preferenciais, denunciando o acordo como uma "instrumento de chantagem" num momento em que o Governo Read more

Troika duvida do plano de cortes na despesa do Estado português
troika em portugal

A Troika deixou ontem Lisboa com dúvidas sobre o plano de cortes na despesa do Estado. Este é o balanço dos trabalhos realizados nos últimos cinco dias na capital portuguesa. Read more

Portugal deve deixar clara determinação em prosseguir o programa de ajustamento
Durão Barroso

Durão Barroso sublinhou, em Vilnius, a importância de Portugal continuar a mostrar a mesma determinação na implementação do programa de ajustamento, advertindo que os mercados reagem com nervosismo a qualquer Read more