O Tesouro dos EUA acusa a Alemanha de impedir o reequilíbrio económico na Europa

O Tesouro norte-americano acusou a Alemanha de contribuir para atrasar o reequilíbrio das contas nas economias da zona euro, ao manter um excedente comercial persistente ao longo da crise, uma acusação que Berlim considerou hoje «incompreensível».

A Alemanha não demorou a responder às críticas do Tesouro norte-americano, que acusa a maior economia do euro de não contribuir para a recuperação da região nem das economias mais frágeis que estão em ajustamento, como a portuguesa.

O Tesouro dos EUA acusa a Alemanha de impedir o reequilíbrio económico nos restantes países da zona euro. EUA lançam feroz ataque à Alemanha de Merkel. Berlim já respondeu!

O Ministério da Economia alemão considerou que os “excedentes comerciais” acumulados pelo país são o “reflexo da forte competitividade da economia germânica e da procura internacional pelos produtos de qualidade da Alemanha”, num comunicado citado pelo Wall Street Journal.

No relatório semestral do Tesouro norte-americano, a Alemanha é criticada pelo facto de ter mantido um “crescimento anémico da procura doméstica, dependente das exportações”, revelando uma política económica que “dificultou o ajustamento” na zona euro durante a crise soberana que obrigou alguns países a realizaram fortes ajustamentos das suas economias.

Michael Meister, deputado e aliado próximo de Angela Merkel, afirmou que os EUA deviam olhar para o seu próprio umbigo. “O Governo dos EUA devia analisar de forma crítica a sua situação económica”, declarou o responsável citado pelo Wall Street Journal, acrescentando que a elevada dívida norte-americana “tem efeitos negativos na economia global”.

“A economia alemã é competitiva, mas tem uma taxa de desemprego em máximos históricos. É verdadeiramente incompreensível estarmos a ser culpabilizados por este sucesso”, reforçou o deputado alemão.

No comunicado do Ministério da Economia, o governo salienta que a economia doméstica continua a ser o pilar o crescimento da Alemanha, lembrando que tanto o investimento na Alemanha como o consumo privado estão a aumentar.

“Além disso, o Fundo Monetário Internacional não vê distorções na nossa política económica com base nos excedentes comerciais”, salientou. (J.Economico)


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Show Buttons
Hide Buttons