• Ter. Jul 5th, 2022

Liberdade de imprensa atinge os piores resultados dos últimos dez anos

Liberdade de imprensa

A liberdade de imprensa no mundo registou em 2014 os piores resultados da última década, indica hoje o estudo da Freedom House, destacando a má prestação da China e dos Estados Unidos.

A liberdade de imprensa no mundo registou em 2014 os piores resultados da última década, indica hoje o estudo da Freedom House, destacando a má prestação da China e dos Estados Unidos.

Globalmente, os jornalistas encontraram mais restrições dos governos, de militantes, criminosos e donos dos meios de comunicação social, indica o relatório da organização de defesa de direitos humanos.

“Os jornalistas enfrentaram mais pressão de todos os lados em 2014”, disse Jennifer Dunham, uma das responsáveis pelo relatório.

“Os governos usaram as leis de segurança e antiterrorismo como pretexto para silenciar vozes críticas, os grupos militantes e gangues criminosos usaram táticas cada vez mais agressivas para intimidar jornalistas, e os donos dos meios de comunicação social tentaram manipular o conteúdo noticioso para servir os seus interesses políticos e empresariais”, indica o relatório.

Dos 199 países e territórios estudados em 2014, um total de 63, ou 32%, foram considerados “livres” para os media, enquanto 71 (ou 36%) foram classificados como “parcialmente livres” e 65 (32%) “não livres”.

Apenas 14% dos cidadãos do mundo vive em países com imprensa livre, diz a Freedom House.

A classificação dada aos Estados Unidos caiu devido às detenções, perseguições e mau tratamento de jornalistas por parte polícia durante os protestos em Ferguson, diz o relatório.

O documento indica ainda que apenas 5% das pessoas da região da Ásia-Pacífico goza de uma imprensa livre e que a classificação da China caiu já que “as autoridades apertaram o controlo sobre os meios de comunicação liberais”.

A Europa como região obteve os melhores resultados mas também experienciou a segunda maior descida dos últimos dez anos.

O relatório cita ainda condições mais difíceis para jornalistas na América do Sul (em particular nas Honduras, Peru, Venezuela, México e Equador) e em países como a Rússia, Argélia, Nigéria, e Etiópia, enquanto a Tunísia “teve melhores resultados do que qualquer outro país árabe”.

Apenas 2% daqueles que vivem no Médio Oriente e no Norte de África usufruem de um ambiente livre para a imprensa, diz a Freedom House. (Ag.Lusa)

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