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Extrema-Esquerda está a perder a vergonha de assumir o não respeito pela democracia

covid19-25abril2020

Segundo o MSN Noticias, o deputado comunista António Filipe sublinha que “não é nova a ambição da Extrema-direita portuguesa de acabar com as comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República” e que “o próprio Cavaco Silva insinuou essa possibilidade”.

Não há paciência que aguente tamanha desonestidade intelectual vinda da parte daqueles que deveriam informar em vez de doutrinar.

Cravos e Champagne e o povo em confinamento!
“Faz o que eu digo e não faças o que eu faço”. O Governo não só falha no exemplo, como incita ao desrespeito pela lei.

Seria bom de relembrar ao deputado comunista António Filipe, que não há nenhuma Extrema-direita no Parlamento português, e nem pode haver. É a própria Constituição Portuguesa que o diz. Exige-se seriedade.

No artigo 46º – Liberdade de Associação diz assim: “Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista, bem como o artigo 8° da Lei dos Partidos”. (ler mais aqui)

Em contrapartida, a Extrema-Esquerda está presente no Parlamento português!

No passado dia 19 de setembro 2019, a União Europeia colocou Comunismo e Nazismo em pé de igualdade, depois de aprovar no Parlamento Europeu uma resolução condenando ambos os regimes ditatoriais por terem cometido “genocídios e deportações e foram a causa da perda de vidas humanas e liberdade em uma escala até agora nunca vista na história da humanidade”.

A resolução Importance of European remembrance for the future of Europe contou com 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, noticia o jornal espanhol ABC esta terça-feira.

Apesar do significado histórico, esta resolução passou despercebida pela maioria, ainda que este seja tema de debate recorrente entre os historiadores desde a queda da União Soviética há três décadas.

De acordo com o ABC, o jornalista polaco Ryszard Kapuscinski chegou a essa conclusão em 1995: “Se pudermos estabelecer a comparação, o poder destrutivo de Estaline era muito maior.

A destruição levada a cabo por Hitler não durou mais de seis anos, enquanto o terror de Estaline começou na década de 1920 e prolongou-se até 1953.”

O debate alcançou o seu auge em 1997, com a publicação do “Livro Negro do Comunismo” que foi escrito por um grupo de historiadores sob a direção do investigador francês Stéphane Courtois, que se esforçaram por fazer um balanço preciso e documentado das verdadeiras perdas humanas do comunismo.

Os resultados da ditadura comunista foram esmagadores: 150 milhões de mortos, mais do que o valor atribuído por esses mesmos historiadores ao regime de Hitler: o genocídio terá feito cerca de 6 milhões de vítimas.

Apesar de tudo, estes números não são uma novidade. Outros investigadores, como Zbigniew Brzezinski, Robert Conquest, Aleksandr Solzhenitsyn e Rudolph Rummel, já se tinham interessado anteriormente pelo Gulag, a fome causada por Estaline na Ucrânia e as deportações em massa dos dissidentes do regime soviético.

Uma das diferenças entre os dois regimes é que o Gulag soviético foi usado para punir e eliminar dissidentes políticos, com o objetivo de transformar as estruturas socioeconómicas do país e promover a coletivização e a industrialização.

Os nazis, por seu lado, usavam os campos de concentração principalmente para extermínio de vários grupos étnicos, políticos e sociais.

O regime nazi foi culpado do genocídio de judeus, ciganos, homossexuais e comunistas.

A resolução aprovada pelo Parlamento Europeu é bastante incisiva, nela se apelando, nomeadamente “a uma cultura comum da memória que rejeite os crimes dos regimes fascista e estalinista e de outros regimes totalitários e autoritários do passado como forma de promover a resiliência contra as ameaças modernas à democracia, em particular entre a geração mais jovem”.
(Antonio J.)

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