• Sex. Dez 2nd, 2022

“A visão política de José Sócrates era de não combater à corrupção”, disse João Cravinho

operação marques
Share This !

João Cravinho disse considerar haver “comportamentos absolutamente inadmissíveis para qualquer cidadão decente” na Operação Marquês.

Em 2006, João Cravinho criou um Plano Anticorrupção que terminou travado pelo PS, foi o entrevistado desta segunda-feira do programa ‘Polígrafo SIC’, onde lançou farpas a José Sócrates e ao Governo liderado por este ex-governante.

Na opinião do ex-ministro de António Guterres, “independentemente de todo e qualquer juízo pessoal, tomando para centro a visão política, a convicção política, os atos políticos de José Sócrates como primeiro-ministro e como secretário-geral do PS, a visão política dele era de não combate à corrupção“.

Na altura, prossegue o também ex-deputado, “achei isto de uma tal enormidade” que João Cravinho teve “grande espanto”.

“Pensei que poderia haver dificuldades técnicas, porque às vezes há visões diferentes, legítimas, mas que levam depois em matéria de pugna política a uma espécie de guerra de trincheiras. Pensei que isso iria existir”, advogou.

Agora, “que houvesse uma posição política que só pode ter explicação e que está demonstrada concreta e factualmente de não combate, de tirar a ideia de combate à corrupção de qualquer plano prioritário do Governo e do PS…”, acrescentou o ex-governante.

Indicando que tem um “juízo que não é definitivo” e que “aguarda com grande expectativa e preocupação a prova que venha a ser produzida em julgamento”, sobre a Operação Marquês João Cravinho disse considerar haver “comportamentos absolutamente inadmissíveis para qualquer cidadão decente”.

“Então para um socialista com responsabilidade máxima no partido e com maioria absoluta, mais do que inadmissível é execrável”, frisou ainda.

Já questionado sobre o que incomodava no Plano Anticorrupção que apresentou, Cravinho foi taxativo: “O que mais incomodava era ter tomado iniciativa”.

Recorde-se que José Sócrates, acusado de 31 ilícitos, vai a julgamento por três crimes de branqueamento de capitais e outros três de falsificação de documentos, os mesmos pelos quais o seu amigo e empresário Carlos Santos Silva está pronunciado.

Dos 28 arguidos do processo foram pronunciados pelo juiz Ivo Rosa, além de Sócrates e Carlos Santos Silva, o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, por três crimes de abuso de confiança, o antigo ministro Armando Vara por lavagem de dinheiro e o ex-motorista de Sócrates João Perna por posse ilegal de arma, todos julgados em processos separados.

O juiz decidiu não levar a julgamento os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca, entre outros. (Lusa & Noticiasaominuto)

Conecte-se ao Facebook para poder comentar
Passos Coelho critica a troika
Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho insurgiu-se contra a manifestação pública de divergências entre as instituições da troika (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu). Falando à margem de uma visita à Feira Read more

Falta de condições para pagar subsídios
passos coelho subsidios

O primeiro-ministro disse hoje que os subsídios de férias as trabalhadores da Função Pública não vão ser pagos este mês porque "não há ainda condições para que [esse pagamento] pudesse Read more

Fim do euro seria um erro dramático sublinhou Cavaco Silva
CAVACO SILVA

O Presidente da República, Cavaco Silva, defende numa entrevista ao programa da SIC Notícias "Europa XXI", emitido hoje, confiar "muito na sobrevivência do euro" e considerou que seria "um erro Read more

Durão Barroso não fez nada na Comissão Europeia diz Ministra francesa
Durão Barroso

A Ministra do Comércio Externo francês, Nicole Bricq, considera que José Manuel Durão Barroso "não fez nada durante o mandato", na polémica das últimas semanas entre Paris e o presidente Read more

Paulo Portas apresenta demissão do Governo
Paulo Portas

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresentou hoje o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. A decisão "é irrevogável", adianta o ministro de Read more

Governo de coalizão anuncia acordo para sair da crise
Governo de coalizão

O primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho conseguiu, nesta sexta-feira, um acordo com seu sócio de coalizão e ministro das Relações exteriores demissionário, Paulo Portas, cujos detalhes serão revelados mais tarde, Read more