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André Ventura posiciona-se a solo contra toda “uma frente presidencial”

andre-ventura-17-01-2021
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O candidato presidencial do Chega, no seu discurso, mostrou o seu posicionamento contra os restantes seis concorrentes, concluindo que está “a meter medo” aos adversários e prometendo assim continuar até às eleições de 24 de janeiro.

“Eles [os órgãos da comunicação social] bem tentam levar as outras candidaturas ao colo, mas já não cola, por muito que deem o ar fofinho do João Ferreira ou da Marisa Matias ou do Marcelo Rebelo de Sousa, as sondagens já não sobem mais. É sinal de que lhes estamos a meter medo e vamos continuar a meter medo”, afirmou André Ventura, num almoço com apoiantes.

Num complexo turístico em Casas Novas, Boticas (Vila Real), o deputado do partido CHEGA (direita conservadora) parlamentar defendeu que, à medida que se avança para o fim desta campanha, todos os candidatos se rebelam contra” o Chega.

“Somos o alvo e o foco de todos. Todos perguntam se não vale a pena desistirem uns a favor dos outros com o único objetivo de não me deixarem ficar em segundo lugar”, disse, acrescentando que “todas as sondagens dizem” que o recém-formado partido do Chega está à frente da CDU (PCP e “Os Verdes”) destacadamente, à frente do BE e vai atrás do PSD”.

Os candidatos presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa (PSD – Direita social democracia)André Ventura (partido Chega – Direita conservadora),  a diplomata e ex-eurodeputada do (PS – Esquerda) Ana Gomes, o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira  (PCP – Extrema esquerda), a eurodeputada e dirigente do (BE – Esquerda radical), Marisa Matias, o fundador da (Iniciativa Liberal – Direita) Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva (“Tino de Rans”, presidente do Reagir, Incluir, Reciclar).

“Há uma frente presidencial contra a minha candidatura. Enquanto pintam lábios de vermelho, não veem filas de ambulâncias à porta dos hospitais, não veem mulheres violadas cujos agressores estão cá fora, não veem pedófilos que continuam à solta e a corrupção que grassa no país. É um país que perdeu a noção do ridículo e já esqueceu quais são as prioridades que é dar dignidade aos portugueses de bem”, lamentou.

“Por mim, meus amigos, os meus lábios seriam pintados de preto pelo luto que tenho pelo estado da nação. Chamemos-lhe campanha dos lábios negros porque é forma como devemos dizer o estado em que o país está”, afirmou André Ventura.

“De luto pela falta de condições na saúde, de luto pelo abandono dos nossos idosos, de luto pelo esquecimento do interior, de luto pela falta de justiça que temos, de luto por terem esquecido os portugueses de bem. Lábios negros e não lábios vermelhos, é o que temos de de fazer até ao fim da nossa campanha”, declarou o líder do partido Chega parlamentar.

André Ventura referia-se à iniciativa bloquista BE (extrema esquerda) nas redes sociais “#VermelhoemBelém”, que obteve grande adesão. Foram milhares os vídeos ou fotos de lábios vermelhos colocadas na Internet depois de Ventura, no comício noturno de quarta-feira, em Portalegre, ter criticado as opções cosméticas de Marisa Matias, criticando ainda vários outros adversários.

O concorrente ao Palácio de Belém condenou ainda a “cegueira ideológica” no setor da Saúde, “que não permite a intervenção do privado quando o Estado não dá vazão, pagando essas consultas urgências e operações por esses serviços”. Ventura lamentou essa opção por parte da “esquerda apoiada por Ana Gomes, Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias”.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, denunciou que há doentes transportados para os hospitais a passar “horas nas macas das ambulâncias”, tendo sido já registada a morte de um paciente dentro da ambulância sem entrar na unidade hospitalar, enquanto o diretor do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), Daniel Ferro, disse que o Hospital de Santa Maria está em “sobre-esforço”.

“Não podemos alinhar no discurso de que o Governo fez o que pode e a pandemia [de covid-19] foi uma catástrofe a que não podíamos dar resposta. Chega de socialismo, chega de miséria, chega de subdesenvolvimento em Portugal”, concluiu.

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