• Sex. Jan 15th, 2021

Marcelo sobre Tancos : “A defesa lá saberá porque não era necessário o meu depoimento”

marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na que a defesa de Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa e arguido no caso de Tancos, “entendeu que não era necessário o seu depoimento” 🙂

“A defesa entendeu que não era necessário, a defesa lá saberá porque é que não era necessário”, declarou o chefe de Estado, em resposta a questões dos jornalistas durante a inauguração de uma exposição da pintora Paula Rego no Museu da Presidência da República, em Lisboa, noticiou a agência Lusa.

Interrogado sobre o que faria se a defesa de Azeredo Lopes tivesse avançado com um pedido para que testemunhasse no processo de Tancos, que está em fase de instrução, o Presidente da República respondeu: “Se há pessoa que não se inibiu nem coibiu de falar do tema fui eu, ao longo de dois anos e meio, mas a estratégia de cada arguido e de cada advogado de arguido é definida por ele, não é definida por outro”.

Confrontado com o facto de o advogado do ex-ministro da Defesa, Germano Marques da Silva, ter dito esta segunda-feira que ponderou chamar o Presidente da República como testemunha e que só não o fez “por ser uma alta figura de Estado com direito a imunidade e com possibilidade de não responder”, Marcelo Rebelo de Sousa começou por referir que “o arguido e o seu advogado é que definem a estratégia da defesa”.

“Quem define a estratégia da defesa é a defesa, e eu não fui ouvido nem achado, nem antes nem depois, sobre isso”, referiu. “Mas depois ouvi, quando perguntado se achava que era necessário o meu depoimento, ter dito: não, não é necessário. Portanto, a defesa entendeu que não era necessário, a defesa lá saberá porque é que não era necessário”.

Meetic

Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que não se pronuncia sobre processos judiciais específicos, mas lembrou que em relação ao caso de Tancos tem repetido em sucessivas ocasiões que “tem de se apurar tudo o que aconteceu de alto abaixo, integralmente”, porque essa “é uma exigência da instituição militar, do prestígio da instituição militar, e da própria afirmação da democracia em Portugal”.

O caso do furto do armamento de guerra dos paióis de Tancos foi divulgado pelo Exército a 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a Polícia Judiciária Militar (PJM), em colaboração com elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Loulé. (Ag.Lusa)


Facebook Comments
Tancos: cinco dos oito novos arguidos, o tribunal aplica prisão preventiva
tancos-pt

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa aplicou esta quarta-feira prisão preventiva para cinco dos oito detidos na segunda-feira no âmbito do processo das armas de Tancos, e três vão Read more

Marcelo com dois anos de mandato acentua urgência de acordos de regime até às eleições
marcelo-r-s

Marcelo Rebelo de Sousa cumpre com dois anos de mandato como Presidente da República, num momento em que tem acentuado a urgência de acordos de regime alargados até às eleições Read more

Presidente da República visita concelhos afetados: “Por aqui estarei nos próximos dias”
marcelo-r-s

Marcelo Rebelo de Sousa, está de visita aos concelhos afetados pelos incêndios de domingo, tendo afirmado, em Vouzela, distrito de Viseu, que vai prosseguir nestas deslocações nos próximos dias. Em Read more

Presidente da República está chocado com agressão em Ponte de Sor
marcelo rebelo de sousa

Marcelo Rebelo de Sousa, "está preocupado e chocado" com o caso da agressão em Ponte de Sor e contactou esta tarde com o hospital onde está internado o jovem que Read more

Show Buttons
Hide Buttons