• Qui. Jul 7th, 2022

Ministro das Infraestruturas avisa que reestruturação da TAP é inevitável e tem consequências

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O processo de reestruturação da TAP é inevitável, de forma a tornar a empresa saudável e viável, e tem consequências, disse, em Coimbra, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

Questionado pelos jornalistas sobre a não renovação de contrato com mais de 300 trabalhadores, no final da cerimónia de consignação da empreitada de abertura do canal de “metrobus” na Baixa de Coimbra, o governante salientou que a TAP exige um processo de reestruturação que “é inevitável e que, obviamente, tem consequências”.

Está a ser feito um grande esforço para auxiliar e salvar a TAP, porque entendemos que é uma companhia aérea demasiado importante para a economia portuguesa para desistirmos dela, mas o esforço financeiro que está a ser feito exige que nós consigamos ter uma empresa viável e sustentável”, afirmou.

Segundo o ministro das Infraestruturas e Habitação, atualmente não existe mercado no setor da aviação “que suporte a dimensão que qualquer companhia aérea do mundo tem neste momento”.

O Governo pretende realizar a reestruturação da melhor maneira, “da forma menos traumática possível, mas nós não podemos manter uma dimensão da TAP que não é necessária para a procura que temos”, acrescentou Pedro Nuno Santos.

“Temos de fazer um ajustamento à realidade que enfrentamos, para que possamos gerir melhor o dinheiro de todos os portugueses”, sublinhou o governante, referindo que a preocupação do Governo é manter a TAP “saudável e viável”.

Confrontado com uma eventual saída do gestor Antonoaldo Neves da empresa na quinta-feira, o ministro não confirmou a informação, referindo que, se isso aconteceu “ou vai acontecer nas próximas horas, ainda bem, já não era sem tempo”.

Estávamos a trabalhar para resolver essa situação, o mais rapidamente possível. Se ela poder ser resolvida nestas horas ficarei ainda mais contente, porque já devia estar resolvido há mais tempo”, disse.

De acordo com Pedro Nuno Santos, o valor da indemnização será o que “é devido até final do ano”, embora tenha sido efetuado um acordo “com questões laterais”, mas do ponto de vista substantivo “é aquilo que é seu por direito até final do seu mandato”. (Ag.Lusa)

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