• Ter. Mai 11th, 2021

O socialista Carlos César está a ser investigado, e diz-se “disponível para os escrutínios”

Carlos-Cesar

O presidente do PS, Carlos César, antigo presidente do Governo dos Açores, disse desconhecer “qualquer inquérito judicial” que o envolva, mostrando-se “disponível para todos os escrutínios e para esclarecer sempre e em tudo o que for preciso”.

Em causa estarão suspeitas de irregularidades em negócios entre o Governo Regional dos Açores – que foi presidido por Carlos César entre 1996 e 2012 – e empresas privadas, no que se refere à atribuição de subsídios públicos.

O inquérito, diz ainda o Correio da Manhã, terá sido aberto em julho de 2017.

Segundo o Correio da Manhã, Carlos César e o seu filho, o deputado do PS/Açores Francisco César, estarão a ser investigados pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponta Delgada, algo de que ambos declaram não ter conhecimento.

“Tenho bem mais de quatro mil dias de presidente do Governo nos Açores, que podem ser escrutinados hora a hora, perante milhares de situações e de interlocutores. Encontrar-se-ão, certamente, erros e omissões, mas nunca atos ou práticas como as que se insinuam no que agora se noticiou. De resto, todo o meu património e rendimentos estão registados na declaração que, como membro do Conselho de Estado, continuo a ter de submeter ao Tribunal Constitucional. Aliás, e de acordo com a lei, o mesmo acontece com os meus familiares diretos. Assim é, há muitos anos”, sustenta o socialista, num texto escrito na sua página no Facebook.

E prossegue: “Alguém faz uma denúncia, difamante, que pode ser anónima. Abrem, frequentemente, um inquérito judicial e dão-lhe um número. Depois, alguém, cuja identidade raramente se sabe e com motivação que raramente se confirma, põe cá fora o pormenor suficiente. A insinuação está consumada, porque o desfecho não interessa. É assim que funciona. O caso, ou o boato, está lançado. Um dia, quando houver notícia que desminta a calúnia, será remetida para um cantinho de uma página perdida no interior de um jornal, ou nem isso, e já não se multiplicará em partilhas nas redes sociais”.

Para o presidente do PS, “a mentira incomoda, por vezes danifica, mas não se eterniza”.

“É muito difícil desfazer a maledicência e o boato. Não há outras formas que não sejam as da paciência na espera e da transparência na indagação do que estiver em causa”, concretiza.

Também Francisco César disse hoje desconhecer “qualquer queixa ou inquérito judicial” em que o seu nome esteja envolvido, afirmando-se disponível para esclarecer o que for necessário.

“Desconheço qualquer queixa ou inquérito judicial que me envolva. Existindo alguma investigação que me inclua, como o jornal Correio da Manhã diz saber, confirmar-se-á que essa queixa está baseada em acusações infundadas e caluniosas. De qualquer modo estou, como sempre estive, disponível para esclarecer o que for necessário esclarecer ou até dar acesso à minha vida privada nesse âmbito. É com transparência que se combate a calúnia. Quem não deve não teme! É a única coisa que sei e posso dizer”, escreveu o socialista na sua página no Facebook.

O Ministério Público na Comarca dos Açores confirmou ao jornal a existência de um inquérito que “se encontra em investigação, sem arguidos constituídos e sujeito a segredo de justiça”.

Carlos César é atualmente presidente do PS e presidente honorário do PS/Açores, enquanto Francisco César é deputado do PS no hemiciclo açoriano. (Ag.Lusa)

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