• Seg. Set 21st, 2020

Pedrógão Grande : PSD avança com inquérito sobre alegadas fraudes

O PSD vai apresentar uma proposta para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito potestativa, de caráter obrigatório, às alegadas fraudes na distribuição de donativos em Pedrógão Grande.

No dia em que se debateu na Assembleia da República, em Lisboa, uma proposta do Chega para a constituição de uma comissão de inquérito às alegadas fraudes com a reconstrução de casas afetadas pelos incêndios de Pedrogão Grande em 2017, o PSD antecipou o seu voto favorável, mas anunciou que vai avançar com idêntica iniciativa pelos seus próprios meios.

Com o PS, BE e PCP contra, o PSD terá agora de reunir as assinaturas de um quinto dos deputados em efetividade de funções para fazer avançar o inquérito com caráter obrigatório.

Além do PSD, durante o debate, PAN, CDS-PP e Iniciativa Liberal manifestaram-se a favor da proposta do Chega.

“A proposta do Chega para o PSD não chega, é muito pouco, não podemos limitar-nos a crimes, à averiguação de atitudes criminosas, mas sim temos de ir mais longe e mais fundo nesta questão”, afirmou a social-democrata Emília Cerqueira no debate do projeto do Chega com vista à realização de um inquérito parlamentar.

A Assembleia da República debruçou-se sobre a iniciativa do deputado único André Ventura, que requereu a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito para analisar as alegadas fraudes relacionadas com os apoios na reconstrução de casas afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande, na zona centro.

Na ótica do PSD, “chega de passar uma peneira sobre os assuntos, chega de fingir que não há problemas”, assinalou a deputada, anunciando que a sua bancada vai votar favoravelmente a proposta do partido CHEGA.

Ainda assim, o partido “irá apresentar uma proposta de comissão de inquérito potestativa para averiguar das causas e consequências das tragédias da zona centro”.



PSD quer explicações do ministro das Finanças no parlamento sobre regime das PPP

O PSD requereu a audição urgente do ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, no parlamento, para prestar esclarecimentos sobre as “profundas alterações” ao regime das Parcerias Público-Privadas (PPP), que “parecem evidenciar” uma “diminuição da transparência”.

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