• Qua. Set 23rd, 2020

    Saúde: Governo tem de “passar das palavras aos atos” diz a FESAP

    O secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão, disse à Lusa que o Governo tem de “passar definitivamente das palavras aos atos” na resolução dos problemas laborais do setor da Saúde.

    É preciso, depois de terem considerado os trabalhadores da saúde, os profissionais da saúde, os verdadeiros heróis, passar definitivamente das palavras aos atos pela resolução dos problemas existentes”, defendeu José Abraão no final de uma reunião da FESAP com o secretário de Estado da Saúde, da qual resultou apenas a marcação de nova reunião para 2 de outubro.

    José Abraão disse que foram expostas a António Lacerda Sales, “matérias de grande importância” para os trabalhadores como o cumprimento integral dos acordos coletivos de trabalho celebrados para os trabalhadores com Contrato Individual de Trabalho (CIT) dos hospitais EPE em 2018.

    Como vai ser distribuído o prémio de desempenho aos profissionais do setor da saúde, que estiveram e estão na linha da frente no combate à pandemia de Covid-19, foi outras das questões levadas pela FESAP.

    Foram ainda abordadas “questões relativas às ARS [Administrações Regionais de Saúde], em particular do Norte, em que há trabalhadores que deviam ter mudado de posição remuneratória em 2018 e estão à espera da avaliação de desempenho para poder mudar”, disse o dirigente sindical, esperando que alguns destes problemas possam eventualmente ser tratados por normas no Orçamento do Estado, que “está a ser construído”.

    José Abraão disse que encontraram por parte do secretário de Estado da Saúde “a maior disponibilidade para a negociação”.

    De acordo com o secretário-geral da FESAP, António Lacerda Sales comunicou que “este ano já foram admitidos 19.000 trabalhadores e que no período pandémico cerca 2.000 foram admitidos e que eventualmente podem passar para contratos permanentes”.

    Apesar de considerar positiva a admissão destes trabalhadores, o dirigente sindical defendeu que “é preciso que se faça justiça”. (Ag.Lusa)

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