Costa quer reforma florestal a avançar mas admite que não produzirá efeitos imediatos

O primeiro-ministro, António Costa, declarou hoje que esta é a altura para ser feita a “reforma há muito adiada da floresta”, mas ressalvou que não produzirá resultados “num mês, num ano ou em dois anos”.

“Este é o momento para fazermos a reforma há muito adiada da floresta”, sublinhou o chefe do Governo, em conferência de imprensa no final de um Conselho de Ministros dedicado aos fogos que deflagraram nos últimos dias em Portugal, nomeadamente o de Pedrógão Grande, que vitimou pelo menos 64 pessoas.

Contudo, assinalou o primeiro-ministro, a reforma estrutural da floresta “não produz efeitos num mês, num ano ou em dois anos, sendo “uma reforma estrutural que implica um trabalho profundo” e que “terá um impacto estrutural, mas seguramente demorado na produção dos seus resultados”.

“Esse facto não deve inibir, nem justifica qualquer novo adiamento nestas reformas. Se significa que leva mais tempo a produzir efeitos, [então significa que] temos de começar mais cedo a sua execução”, prosseguiu.

Costa interveio durante cerca de 20 minutos no arranque da conferência de imprensa, mas saiu depois para Bruxelas, onde participa entre hoje e sexta-feira no Conselho Europeu. (Ag.Lusa)

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