• Qui. Jul 29th, 2021

Líder do CDS acusa ministro Eduardo Cabrita de se ter transformado em “embaraço nacional”

cds-Francisco-Rodrigues-Santos

CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, insistiu na demissão do ministro da Administração Interna, acusando Eduardo Cabrita de se ter transformado “num embaraço nacional”.

“Que mais tem de acontecer para que Eduardo Cabrita se demita?”, questiona o líder dos democratas-cristãos, numa nota enviada à imprensa.

Francisco Rodrigues dos Santos enumerou algumas das polémicas que envolveram o mandato do ministro, como a “compra de golas inflamáveis para a proteção civil”, a morte de um cidadão ucraniano “à guarda do Estado português” nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ou o que considera ter sido a sua desautorização pelo Diretor Nacional da PSP sobre “o desmantelamento do SEF”.

“Depois da GNR ter sido mandada parar pela PSP em Évora, quando fazia escolta à carrinha com as vacinas, e agora com mais trapalhada com os boletins de voto para as eleições presidenciais… a pergunta que se impõe é a seguinte: como é que Eduardo Cabrita ainda é Ministro da Administração Interna?”, pergunta.

O líder do CDS-PP considera que esta pergunta, “a que nenhum português consegue responder”, “diz muito sobre a erosão do conceito de responsabilidade política que vigora em Portugal”.

“Sucedem-se os inquéritos, mas o ministro vai-se arrastando penosamente nas suas funções. Eduardo Cabrita tem o efeito de ‘toque de Midas’, mas ao contrário. Onde toca, os resultados não podiam ser piores. Até quando vai permitir este embaraço nacional, sr. primeiro-ministro?”, perguntou.

A TVI noticiou, na segunda-feira à noite, que “um conflito de interesses entre PSP e GNR” terá impedido, durante algum tempo, “a saída” do hospital de Évora da carrinha que fazia a distribuição da vacina na região Sul do país, acabando a situação por ser resolvida “com uma escolta partilhada” entre as duas forças da autoridade.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou a abertura de um inquérito urgente por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre estes “incidentes” em Évora no acompanhamento das vacinas.

Na segunda-feira, soube-se também que foi incluído no sorteio do boletim das eleições presidenciais um candidato, Eduardo Baptista, que apenas tinha apresentado 11 assinaturas, quando a lei exige um mínimo de 7.500.

A lei eleitoral do Presidente da República refere que o sorteio da ordem do boletim realiza-se com “as candidaturas que tenham sido apresentadas à eleição na presença dos respetivos candidatos ou seus mandatários”, e acrescenta que “a realização do sorteio não implica a admissão das candidaturas”, devendo considerar-se sem efeito as que venham a ser definitivamente rejeitadas. (Ag.Lusa)

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