Os Portugueses merecem uma visão mais clara para o futuro do país!

A possibilidade de um déficit orçamental de 0% em Portugal “brilha” tanto que parece “esperança” para Europa, levando o Financial Times a pensar, a 26 de agosto de 2019, que havia “medidas robustas” tomadas pelo atual governo em Lisboa.

O Financial Times não se deve deixar enganar duas vezes: Já elogiou uma vez o antigo Primeiro Ministro José Sócrates em 2007, sendo António Costa nessa altura o seu ministro da administração Interna, por déficit baixo, assumindo que “reformas” estariam a ser feitas.

As reformas só foram eventualmente implementadas pela troika europeia na bancarrota de 2011.
O sofrimento Português foi recompensado: os indicadores económicos tornaram-se positivos em 2015, os vícios pareciam desaparecidos e as reformas sustentáveis.

Regressou então o Sr. Antonio Costa que, apesar de perder eleições para o governo que dirigiu as reformas, tornou-se primeiro ministro fazendo uma purga dos reformistas no seu Partido Socialista.

Ele trouxe para o governo os colegas do Sr. José Sócrates, acusado de corrupção mas que nega as acusações, mais os esposos e filhos deles.

Esse clã de políticos vai minando as reformas e revertendo para um ambiente de negócios do costume; minou reformas da troika que exigiam qualificações e escrutínio nas nomeações feitas pelo governo.
Os sem qualificações passaram a mascarar-se como “gestores industriais.”

A incompetência mostra-se nos resultados: Em 2017 a área florestal ardida em Portugal foi maior que o resto da Europa toda combinada e 114 pessoas morreram.

A dívida Pública – 252 mil milhões de euros a Maio de 2019, ainda a terceira pior da União Europeia apesar do poucochinho melhoramento se medida em percentagem do PIB – e a carga fiscal estão nos valores mais altos de sempre, com os impostos a aumentar (de 39 mil milhões de euros em 2015 para 44 mil milhões de euros em 2018) mais que os míseros salários.

De acordo com o Eurostat, desde 2018, Eslovacos, Estónios e Lituânios têm mais poder de compra que os Portugueses, enquanto em Portugal o poder de compra está a declinar aproximando-se do pior da UE.

O crescimento projetado para 2019 é de 1.7% do produto interno bruto. Em 2018 o crescimento foi metade de alguns dos países dos Balcãs e do Báltico.

Na Eurostat, Portugal é na UE o segundo país menos atrativo para imigrantes, pior que a Polónia ou Roménia. A alta emigração disfarça os números do desemprego.

Para além de melhorias passageiras, dívida comprada pelo Banco Central Europeu, preço das casas e aumento de turismo temporariamente desviado do norte de África, o governo não tem nenhuma visão nem reformas para evitar o declínio.

No entanto, alguns são iludidos pela possibilidade de um déficit de 0 por cento, obtida à custa de um investimento público negativo de 1.2% do PIB em 2016 (e ainda no fundo da União Europeia), segundo o FMI, pondo em perigo as finanças do país a longo prazo, a segurança das infraestruturas e a saúde pública.

Nós, o esforçado povo Português, exigimos que sejam responsabilizados tais políticos ilusionistas que andam a esbanjar as riquezas do nosso país.

(Pedro Caetano – FT)

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