Portugal recusa aterragem a avião de Morales por suspeitas sobre Snowden

Portugal e França recusaram a aterragem para reabastecimento do avião do Presidente da Bolívia, Evo Morales, por “suspeitas infundadas” de que Edward Snowden, um informático que fugiu dos Estados Unidos após divulgação de documentos secretos, estava a bordo, afirmou o chefe da diplomacia boliviano.

Numa conferência de imprensa, David Choquehuanca, citado pela agência noticiosa Efe, negou que Snowden estivesse a bordo e referiu que o avião de Morales, que regressava de Moscovo, pôde aterrar em Viena.

O ministro afirmou que se cometeu “uma injustiça com suspeitas infundadas”.

Até à 0h31 o Governo português ainda não tinha comentado o caso.

Edward Snowden, o antigo funcionário de uma agência de espionagem americana, pediu asilo político a 20 países e retirou o pedido que fizera à Rússia.

Já recebeu uma negativa, da Índia, e explicações: a lei de muitos dos países que escolheu exigem que o pedido de asilo seja feito dentro do território; ora Snowden está numa espécie de terra de ninguém, dentro de um aeroporto de Moscovo.

Áustria, Bolívia, Brasil, China, Cuba, Finlândia, França, Alemanha, Índia, Itália, Irlanda, Holanda, Nicarágua, Noruega, Polónia, Espanha, Suíça, Venezuela, Equador e Islândia foram os países seleccionados pelo antigo funcionário da Agência Nacional de Segurança, segundo a lista divulgada pela Wikileaks. Os governos da Índia, Brasil, Noruega e Polónia já respondeu a Snowden e recusaram o pedido.

O Governo espanhol, e de acordo com o jornal El País, anunciou que não dará seguimento ao pedido e argumentou que este tem que ser entregue numa fronteira espanhola para ser considerado. O Governo italiano fez também saber estar vinculado a essa mesma regra. (Publico)


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