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Reconstrução das primeiras 162 habitações dos fogos de junho 2017 ascende a 7ME

incendios portugal

A reconstrução das primeiras 162 habitações de residência principal afetadas pelos incêndios que deflagraram em junho na região Centro ascende a sete milhões de euros, foi hoje anunciado pelo município de Castanheira de Pera.

Segundo a autarquia, a Comissão Técnica do Fundo Revita reunida na terça-feira naquele concelho do distrito de Leiria deliberou avançar com a reconstrução de 94 casas em Pedrógão Grande, 37 em Castanheira de Pera, 24 em Figueiró dos Vinhos, 10 na Sertã, oito em Pampilhosa da Serra, quatro em Penela e uma em Góis.

As obras, que totalizam 7,123 milhões de euros, de acordo com um comunicado do município de Castanheira de Pera, iniciam-se hoje nos edifícios cujas intervenções já foram adjudicadas.

“A União das Misericórdias Portuguesas, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Cáritas Diocesana de Coimbra, por decisão da Cáritas Portuguesa, vão encarregar-se da grande maioria destes trabalhos de reabilitação e reconstrução”, refere o comunicado.

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A União das Misericórdias assume o pagamento de 94 habitações, no montante de 3,16 milhões de euros e a Cáritas Diocesana 51, no valor de 3,22 milhões.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apoia a recuperação de 10 imóveis, num total de 359 mil euros, e os donativos de empresas e grupos de cidadãos financiam a reabilitação de cinco habitações, no montante de 378 mil euros.

Fica a faltar a recuperação de mais uma centena de habitações em Pedrógão Grande, que foi o concelho mais afetado (o número total deverá ser conhecido ainda esta semana), e 36 em Castanheira de Pera.

O financiamento destas obras serão da responsabilidade do Fundo Revita, criado pelo Governo para gerir os donativos de empresas e cidadãos portugueses para estes fogos.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 imóveis, dos quais mais de 200 eram casas de primeira habitação.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas que consumiram 53 mil hectares de floresta. (Ag.Lusa>

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