Donald Trump afirma que vacina vai estar disponível até final do ano

O Presidente dos Estados Unidos considerou que uma vacina contra a Covid-19 vai estar disponível até final de 2020, afirmando que vários grupos farmacêuticos estão “muito perto”.

“Pensamos ter uma vacina até final deste ano”, declarou Donald Trump, durante uma emissão especial do canal de televisão Fox News, emitida a partir do Lincoln Memorial, monumento em Washington em homenagem ao 16.º Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln.

“Os médicos vão dizer que eu não devia dizer isto. Eu digo o que penso”, acrescentou. “Estamos a pressionar (…) vários grupos [farmacêuticos] estão, penso, muito perto”, disse.

Questionado sobre como reagiria se outro país tivesse uma vacina antes dos Estados Unidos, Trump respondeu: “É indiferente. Apenas quero uma vacina que funcione”.

Uma centena de projetos de vacina contra a Covid-19 estão em curso em todo o mundo, incluindo uma dezena já em fase de ensaios clínicos, de acordo com dados divulgados pelo instituto de Londres de higiene e medicina tropical (London School of Hygiene & Tropical Medicine).

O Presidente norte-americano, que defendeu, uma vez mais, um regresso prudente, mas “tão rápido quanto possível” à atividade no país, mostrou-se otimista sobre as perspetivas económicas.

O ano de 2021 vai ser “incrível”, afirmou Trump, que voltou a defender as decisões que tomou desde o início da epidemia no país. “Penso que salvámos milhões de vidas“, reiterou.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (67.674) e mais casos de infeção (mais de 1,15 milhões) no mundo.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 246 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas. (Ag.Lusa)

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