OMS recomenda uso de máscaras de tecido, quando é difícil manter distanciamento

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta sexta-feira o uso de máscaras comunitárias para a Covid-19, feitas com três camadas de tecido, quando é difícil manter o distanciamento físico, como nos transportes públicos.

As novas recomendações sobre o uso e tipo de máscaras foram divulgadas em videoconferência de imprensa a partir da sede da OMS, em Genebra, na Suíça, e tiveram por base a “revisão das provas” científicas e a “consulta de especialistas”, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

De acordo com a OMS, as máscaras de tecido, para uso generalizado pela população, devem ter três camadas de materiais para funcionarem como “uma barreira”, para impedirem que gotículas contaminadas infetem as pessoas.

O tecido exterior da máscara deve ser “tipo poliéster” e o interior um “material filtrante”, não especificado. A camada intermédia de tecido deve ser um “material absorvente”, que também não foi precisado.

A OMS aconselha o uso de máscaras de tecido quando há “transmissão disseminada” da infeção e quando é difícil manter o distanciamento físico, como os “ambientes fechados”, dando como exemplo os transportes públicos.

A utilização da máscara deve ser acompanhada por outras medidas, como a higienização das mãos e o distanciamento físico, quando possível, uma vez que as máscaras, por si só, “não protegem” as pessoas da Covid-19, alertou o diretor-geral da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesus assinalou que as máscaras são “úteis” e fazem “parte de uma estratégia mais abrangente”, que inclui o rastreio, isolamento e tratamento de doentes e a quarentena de contactos próximos de doentes.

Quanto às máscaras cirúrgicas, a OMS recomenda o seu uso por doentes, profissionais de saúde e cuidadores.

Os profissionais de saúde devem utilizar a máscara mesmo quando não estão a tratar doentes com Covid-19 (por exemplo quando um médico visita unidades de cardiologia ou de cuidados intensivos de um hospital).

Mas, no caso de os profissionais de saúde acompanharem doentes com Covid-19, a máscara cirúrgica deve ser usada em complemento com outros equipamentos de proteção individual, como viseiras e luvas.

O recurso a máscaras respiratórias “é necessário” nos procedimentos clínicos que geram a formação de aerossóis.

A OMS defende, ainda, que as pessoas com 60 ou mais anos e ou com outras doenças devem usar máscara cirúrgica em situações em que “não for possível manter o distanciamento físico”, sublinhou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia da Covid-19 já provocou perto de 391 mil mortos e infetou mais de 6,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.465 pessoas das 33.969 confirmadas como infetadas, e há 20.526 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A Covid-19, uma doença respiratória infecciosa, é causada por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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