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Investigadores portugueses premiados por estudos sobre a dor

ByTeam

Jul 8, 2013
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Duas equipas de investigadores das universidades do Minho e do Porto foram contempladas com o Prémio Grünenthal Dor 2012, recebendo cada qual o valor de 7.500 euros, anunciou esta segunda-feira a fundação promotora.

Segundo a Fundação Grünenthal, o Prémio de Investigação Clínica foi ganho por três investigadores da Universidade do Minho, com um trabalho sobre analgesia de resgate a pacientes que se sujeitaram a uma cirurgia de retirada do útero (histerectomia), nota a Lusa.

Patrícia Pinto, investigadora principal do estudo, sublinhou que esta investigação permitiu concluir que a decisão dos profissionais de saúde em administrar analgésicos de resgate 48 horas após a realização duma histerectomia é influenciada não só pela intensidade de dor pós-cirúrgica reportada pelas pacientes, mas também por outras variáveis clínicas, como o tipo de anestesia a que foram submetidas.

Pacientes com quadros prévios de dor crónica e com elevados níveis de medo pré-cirúrgico e de ansiedade pós-cirúrgica apresentam também uma maior probabilidade em receber analgésicos de resgate no período de 48 horas após a cirurgia.

A analgesia de resgate é aquela que é aplicada quando a original não se mostra suficiente.

«No futuro, este estudo poderá contribuir para o desenvolvimento e implementação de programas de formação, dirigidos aos profissionais de saúde que lidam com doentes pós-cirúrgicos, direcionados para a sensibilização dos mesmos em relação à influência potencial que outros fatores, para além da intensidade da dor pós-cirúrgica, podem desempenhar nas suas decisões clínicas», enfatizou Patrício Pinto.

O Prémio de Investigação Básica foi atribuído a um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o trabalho «Hipoalgesia congénita provoca diminuição da ansiedade e melhoria da aprendizagem».

Esta investigação teve como objetivo avaliar as alterações de comportamento que se observam num modelo animal que possui um limiar elevado de perceção dolorosa, que o torna muito semelhante a algumas doenças humanas de insensibilidade dolorosa.

«Com esta investigação, descobrimos que uma experiência de vida com reduzidos níveis de dor pode ter efeitos comportamentais benéficos», explicou Clara Monteiro, investigadora principal do estudo.

Acrescentou que, no futuro, o estudo poderá contribuir para a melhor compreensão dos efeitos das patologias dolorosas sobre o equilíbrio funcional do cérebro. (tvi24)


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