Novas descobertas sobre a vida de Isaac Newton

As descobertas recentes sobre a vida de Isaac Newton revelam que o cientista inglês deixou 10 milhões de palavras manuscritas, o suficiente para preencher 150 romances, não só sobre Física e Matemática, as disciplinas em que deixou marca.

No livro “The Newton Papers: The Strange and True Odyssey of Isaac Newton’s Manuscripts (Os documentos de Newton: a estranha e a verdadeira odisseia dos manuscritos de Isaac Newton) Sarah Dry, desvenda o “lado desconhecido” do grande público sobre a vida do britânico que teorizou sobre a força da gravidade.

“O fácil acesso a esse material vai tornar impossível para os estudiosos sérios ignorarem o fato de que Newton passou muito tempo com coisas não-científicas”, disse Sarah Dry sobre “uma das mais extensas (produções científicas) de qualquer cientista”.

Isaac Newton morreu em 1727, mas deixou para trás uma enorme pilha de papéis, anotações e manuscritos, descritas pela publicação como páginas de brilhantismo científico e matemático, que também revelam um outro lado de Newton que os seus descendentes tentaram manter escondido do público.

No livro, Sarah Dry traça a história misteriosa e precária de Isaac Newton, revelando como os documentos se mantiverem seguros, apesar de não haver “uma conspiração”, mas uma supressão.

Em entrevista à revista científica Wired, a autora afirma que há uma “quantidade enorme” de escrita de Isaac Newton que sobreviveu: “cerca de 10 milhões de palavras”, sendo que “perto de metade da escrita é sobre a religião”.

“E há cerca de um milhão de palavras sobre o material alquímico, a maioria dos quais é de cópias de coisas de outras pessoas. Há (também) cerca de um milhão de palavras relacionadas com o seu trabalho como Mestre da Casa da Moeda.
E cerca de três milhões relacionadas com ciência e matemática”.

Durante a vida, o físico britânico foi reconhecido como um eminente cientista e matemático de gênio incomparável, mas Isaac Newton estudou alquimia e religião, além de escrever uma análise forense da Bíblia, um esforço para descodificar as profecias divinas, onde, por exemplo, rejeita a doutrina sobre a Santíssima Trindade.

Na obra, pretende-se demonstrar “o quanto todas essas coisas estão relacionadas”, resumiu Sarah Dry na entrevista à revista Wired.(Ag.Lusa)


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