• Qui. Dez 1st, 2022

WhatsApp deteta vulnerabilidade que permite piratas acederem ao seu telemóvel

Whatsapp
Share This !

O WhatsApp, aplicação de mensagens do Facebook, informou que detetou uma vulnerabilidade no seu sistema que permitiu que piratas informáticos instalassem ‘software’ de espionagem em alguns telemóveis a acedessem desta forma a conteúdos dos dispositivos.

O WhatsApp está instalado no smartphone em mais de 2000 milhões de pessoas. Desde 2016, vem usando criptografia de ponta a ponta, que teoricamente protege as trocas entre dois usuários que escolhem essa opção (que não é ativada por padrão). Mas a prova é que essa técnica não é suficiente.

A empresa, que confirmou a informação avançada pelo Financial Times, instou os seus 1.500 milhões de utilizadores a nível mundial a “atualizar a aplicação na sua última versão” e manter o sistema operativo atualizado como medida de “proteção”.

O WhatsApp, que foi comprado pela rede social em 2014, referiu que neste momento não consegue precisar quantas pessoas foram afetadas, mas garantiu que as vítimas foram escolhidas “de forma específica”, pelo que em princípio não se trata de um ataque em grande escala.

O ‘software’ de espionagem que foi instalado nos telemóveis “assemelha-se” com a tecnologia desenvolvidas pela empresa de cibersegurança israelita NSO Group, o que levou a aplicação a colocá-la na lista da principal suspeita por detrás do programa.

A vulnerabilidade do sistema foi detetada há apenas alguns dias e de momento não se sabe durante quanto tempo é que decorrem as atividades de espionagm.

Os ‘hackers’ [piratas informáticos] realizam uma chamada através do WhatsApp para os telemóveis cujos dados desejam aceder e mesmo que a pessoa não atenda a chamada um programa de ‘spyware’ é instalado nos dispositivos.

Em muitos dos casos, a chamada desaparece do historial do telemóvel, de maneira a que o utilizador afetado não suspeita de nada.

O WhatsApp, que não tem mais informação sobre esta vulnerabilidade de momento, avisou as organizações de Direitos Humanos (que se encontram entre as vítimas de espionagem), empresas de cibersegurança e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O facto de algumas organizações afetadas serem plataformas de defesa dos Direitos Humanos reforça a hipótese do envolvimento da NSO Group, já que o seu ‘software’ tem sido usado no passado para fazer ataques contra este tipo de entidades.

O NSO Group, que opera de forma opaca e durante muitos anos o fez de forma secreta, desenha ‘software’ de espionagem para os seus clientes, entre os quais estão governos de todo o mundo, que o usam para aceder a dispositivos móveis e obter informação.

O programa tem capacidade de infetar telemóveis com sistema operativo Apple (iOS) e da Google (Android).

Conecte-se ao Facebook para poder comentar
Facebook revela detalhes sobre os dados que cedeu aos EUA USA
Facebook-news

(Atualização 25-03-2020) A rede social Facebook revelou que no último semestre de 2012 recebeu entre 9.000 e 10.000 pedidos de informação privada por parte das autoridades norte-americanas, incluindo da polícia Read more

Google envia para o espaço balões Internet
Google e os baloes internet

video - A Google revelou, este sábado, o seu plano secreto de enviar balões para o espaço, com o objetivo ambicioso de levar Internet aos dois terços da população mundial Read more

China tem o supercomputador mais rápido do mundo
supercomputador

Engenheiros militares chineses anunciaram, esta segunda-feira, terem conseguido desenvolver um supercomputador capaz de calcular 33.860 biliões de operações por segundo, voltando a China a ter o computador mais rápido do Read more

Equipa de cientistas criam primeiro modelo em 3D do cérebro humano
cerebro humano

video - Uma equipa de cientistas alemães e canadianos divulgou, o primeiro modelo em três dimensões (3D) do cérebro humano com uma resolução microscópica, 50 vezes mais detalhada do que Read more

Ciberataques aos telemóveis aumentaram 600 % em um ano
telemovéis

video - Os utilizadores de smartphones não estão imunes aos ataques dos piratas informáticos, que multiplicaram os seus ataques aos telemóveis, usando como arma desde a simples fraude comercial à Read more

Investigadores portugueses premiados por estudos sobre a dor

Duas equipas de investigadores das universidades do Minho e do Porto foram contempladas com o Prémio Grünenthal Dor 2012, recebendo cada qual o valor de 7.500 euros, anunciou esta segunda-feira Read more