{"id":1244,"date":"2024-11-19T12:14:03","date_gmt":"2024-11-19T12:14:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/?p=1244"},"modified":"2024-11-19T12:14:03","modified_gmt":"2024-11-19T12:14:03","slug":"um-estudo-revela-que-as-ribeiras-urbanas-estao-poluidas-por-farmacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/portugal\/um-estudo-revela-que-as-ribeiras-urbanas-estao-poluidas-por-farmacos\/","title":{"rendered":"Um estudo revela que as ribeiras urbanas est\u00e3o polu\u00eddas por f\u00e1rmacos"},"content":{"rendered":"<h2>Estudo liderado por investigadores da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) concluiu que as ribeiras urbanas est\u00e3o polu\u00eddas por uma grande diversidade de f\u00e1rmacos, afetando organismos aqu\u00e1ticos e processos ecol\u00f3gicos.<\/h2>\n<blockquote><p>Esta investiga\u00e7\u00e3o, feita em colabora\u00e7\u00e3o com a Faculdade de Farm\u00e1cia da Universidade de Coimbra (FFUC), teve como objetivo perceber o estado de contamina\u00e7\u00e3o de ribeiras urbanas por f\u00e1rmacos e os seus impactos no ecossistema e nos organismos aqu\u00e1ticos, revelou a FCTUC, em nota enviada \u00e0 ag\u00eancia Lusa.<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, os especialistas efetuaram uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica de estudos cient\u00edficos realizados em todo o mundo.<\/p>\n<p>&#8220;A revis\u00e3o de literatura mostrou que ribeiras urbanas, para al\u00e9m dos rios, s\u00e3o um ecossistema de \u00e1gua doce cr\u00edtico quando se trata da ocorr\u00eancia de f\u00e1rmacos. Estas atravessam zonas muito urbanizadas e dado o seu pequeno volume de \u00e1gua e fraca capacidade de dilui\u00e7\u00e3o podem ficar altamente polu\u00eddas, levando depois esses poluentes para os rios principais&#8221;, alertou a investigadora do Departamento de Ci\u00eancias da Vida da FCTUC e do Centro de Ci\u00eancias do Mar e do Ambiente, Maria Jo\u00e3o Feio.<\/p>\n<p>Segundo a estudante de doutoramento em Engenharia do Ambiente, Fernanda Rodrigues, neste trabalho foram registados, em 49 ribeiras urbanas, a presen\u00e7a de 139 f\u00e1rmacos, pertencentes a dez grupos terap\u00eauticos, em 13 pa\u00edses de quatro continentes, com predomin\u00e2ncia de anti-inflamat\u00f3rios e anticonvulsivos.<\/p>\n<p>&#8220;Metabolitos dos f\u00e1rmacos foram tamb\u00e9m detetados, mas mais raramente analisados&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A equipa de investiga\u00e7\u00e3o detetou f\u00e1rmacos como diclofenaco, ibuprofeno e paracetamol (analg\u00e9sicos, anti-inflamat\u00f3rios, antipir\u00e9ticos e anest\u00e9sicos); claritromicina e eritromicina (antibi\u00f3ticos, antif\u00fangicos e antipruriginosos); fluoxetina e citalopram (psicof\u00e1rmacos); estrona, 17\u00df-estradiol e etinilestradiol (hormonas); e genfibrozila (reguladores lip\u00eddicos).<\/p>\n<p>Em Portugal, foram estudadas tr\u00eas ribeiras urbanas, tendo sido detetado nas \u00e1guas o total de oito f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p>Observou-se ainda, numa das ribeiras, um alto risco para os invertebrados aqu\u00e1ticos devido a um antidepressivo, a fluoxetina.<\/p>\n<p>De acordo com as especialistas, &#8220;os efeitos nos organismos aqu\u00e1ticos e processos ecol\u00f3gicos foram variados, desde bioacumula\u00e7\u00e3o, desregula\u00e7\u00e3o end\u00f3crina, crescimento deficiente, inibi\u00e7\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o, aumento da mortalidade e dist\u00farbios de eclos\u00e3o at\u00e9 altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas e diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria bruta e de biomassa&#8221;.<\/p>\n<h3>Este estudo trouxe uma vis\u00e3o global sobre a quest\u00e3o dos f\u00e1rmacos em ribeiras urbanas e demonstrou tamb\u00e9m a necessidade de investir em novos estudos, nomeadamente em Portugal e na Europa, onde a equipa est\u00e1 a investigar esta quest\u00e3o.<\/h3>\n<p>&#8220;Perceber como chegam estes f\u00e1rmacos aos ecossistemas ribeirinhos, de forma a minimizar a sua entrada, e conseguir eliminar estes poluentes da \u00e1gua \u00e9 essencial para salvaguardar a sa\u00fade dos ecossistemas e organismos aqu\u00e1ticos, mas tamb\u00e9m a sa\u00fade humana, numa abordagem &#8216;One Health&#8217; (Uma S\u00f3 Sa\u00fade)&#8221;, sustentaram.<\/p>\n<p>O artigo cient\u00edfico &#8220;Pharmaceuticals in urban streams: A review of their detection and effects in the ecosystem&#8221;, publicado na revista Water Research, contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o dos investigadores Lu\u00edsa Dur\u00e3es, Nuno Sim\u00f5es, Andr\u00e9 Pereira e Liliana Silva. (Lusa)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo liderado por investigadores da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) concluiu que as ribeiras urbanas est\u00e3o polu\u00eddas por uma grande diversidade de f\u00e1rmacos, afetando organismos aqu\u00e1ticos e processos ecol\u00f3gicos. 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