{"id":829,"date":"2024-05-30T17:34:39","date_gmt":"2024-05-30T17:34:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/?p=829"},"modified":"2024-05-30T17:37:39","modified_gmt":"2024-05-30T17:37:39","slug":"blind-zero-celebram-hoje-30-anos-com-concerto-e-de-olhos-postos-no-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/portugal\/blind-zero-celebram-hoje-30-anos-com-concerto-e-de-olhos-postos-no-futuro\/","title":{"rendered":"Blind Zero celebram hoje 30 anos com concerto e de olhos postos no futuro"},"content":{"rendered":"<h2>Os Blind Zero celebram 30 anos de carreira com um concerto no Porto, de onde s\u00e3o origin\u00e1rios, no qual v\u00e3o tamb\u00e9m apresentar temas do novo \u00e1lbum, a editar na sexta-feira, que representa um olhar para o futuro.<\/h2>\n<blockquote><p>O concerto, na Casa da M\u00fasica, &#8220;\u00e9 um misto de celebra\u00e7\u00e3o e de proje\u00e7\u00e3o de futuro para o dia seguinte, porque o disco [&#8216;Courage and Doom&#8217;] sai no dia seguinte&#8221;, disse o vocalista da banda, Miguel Guedes, em entrevista \u00e0 Lusa.<\/p><\/blockquote>\n<p>Por ser uma celebra\u00e7\u00e3o do passado com um olho no futuro &#8220;ser\u00e1 mesmo m\u00e1gico e especial&#8221;. &#8220;Para n\u00f3s e para quem l\u00e1 estiver. Vamos tocar can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tocamos h\u00e1 muito tempo, passar por todos os nossos discos, e ter muitas surpresas, tamb\u00e9m na forma como o espet\u00e1culo \u00e9 apresentado&#8221;, afirmou Miguel Guedes.<\/p>\n<h3>Os Blind Zero s\u00e3o uma banda fundada na d\u00e9cada de 1990, que se popularizou em pouco tempo, muito gra\u00e7as ao \u00e1lbum de estreia, &#8220;Trigger&#8221;.<\/h3>\n<p>&#8220;Come\u00e7\u00e1mos ao contr\u00e1rio de quase todas as bandas. Come\u00e7\u00e1mos em cima, com um &#8216;hype&#8217; brutal, e come\u00e7\u00e1mos n\u00f3s a limitar ao longo do tempo, a fazer aquilo que queremos e a n\u00e3o seguir as correntes. As press\u00f5es exteriores queriam que fossemos por a\u00ed, tentar repetir as f\u00f3rmulas&#8221;, referiu por seu lado o guitarrista Vasco Espinheira.<\/p>\n<p>Na altura em que surgiram, os Blind Zero foram alvo de cr\u00edticas por cantarem em ingl\u00eas e houve quem os considerasse uma c\u00f3pia dos norte-americanos Pearl Jam.<\/p>\n<p>&#8220;Partimos o panorama musical em dois: os que amam e os que odeiam. Isso aproximou-nos cada vez mais e criou uma vontade de &#8216;que se dane, vamos fazer o que nos d\u00e1 na cabe\u00e7a'&#8221;, recordou Vasco Espinheira. Na altura, j\u00e1 sabiam o que queriam fazer e construir, musicalmente e como banda.<\/p>\n<p>Quando se pede para destacaram o que foram os melhores momentos dos \u00faltimos trinta anos, Vasco fala naquilo &#8220;que aconteceu no principio e passou a refletir-se ao longo da carreira&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Conseguimos fazer coisas um bocadinho fora da caixa. Quando fazemos a m\u00fasica n\u00e3o fazemos com o objetivo de chegar a a, b, c ou d, ou conseguirmos isto ou aquilo. Fazemos aquilo de que gostamos e que achamos que funciona para este grupo de quatro pessoas&#8221;, referiu.<\/p>\n<p>O m\u00fasico lembrou as &#8220;a\u00e7\u00f5es loucas&#8221; que levaram a cabo, como &#8220;parar o tr\u00e2nsito em Santa Catarina [rua de com\u00e9rcio com grande movimento na Baixa do Porto] na altura do Natal com um concerto absolutamente ilegal&#8221; ou, nos 13 anos de carreira, &#8220;tocar em cima de um trio el\u00e9trico, numa viagem Porto-Lisboa com 13 concertos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o coisas feitas mais para n\u00f3s do que para fora. Fazer o que queremos fazer, \u00e0 nossa maneira, e um pouco fora da caixa, porque \u00e9 isso que nos d\u00e1 prazer, ser diferentes&#8221;, referiu, refor\u00e7ando a &#8220;autenticidade&#8221; em tudo o que a banda faz.<\/p>\n<p>O momento &#8220;mais doloroso&#8221; da carreira grupo \u00e9 apontado por Miguel Guedes como &#8220;o impasse criativo&#8221; que viveram antes da edi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum &#8220;Luna Park&#8221;, em 2010.<\/p>\n<p>&#8220;O bloqueio criativo onde est\u00e1vamos acaba por originar o \u00e1lbum mais popular do nosso percurso, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do primeiro. Esses dois anos em que lut\u00e1mos contra o facto de parecer termos perdido a qu\u00edmica ter\u00e3o sido os mais dolorosos&#8221;, partilhou.<\/p>\n<p>Vasco Espinheira recordou que nessa altura criaram um disco, que come\u00e7aram a gravar e acabaram por deitar fora. &#8220;N\u00e3o porque n\u00e3o gost\u00e1ssemos dele, mas fomos quase for\u00e7ados a deitar o que estava para tr\u00e1s, porque j\u00e1 n\u00e3o fazia sentido com o que est\u00e1vamos a fazer para a frente. Esse bloqueio criativo at\u00e9 passou a ser quase como um empurr\u00e3o criativo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Luna Park&#8221; foi o primeiro \u00e1lbum editado pela Red Lemon Music, editora que a banda criou e que permite aos Blind Zero manterem-se independentes.<\/p>\n<p>Ao longo do percurso houve sempre preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ficarem agarrados ao passado, ao sucesso inicial.<\/p>\n<p>&#8220;Nunca tent\u00e1mos fazer o &#8216;Trigger&#8217; 2, 3 e 4. Tentamos sempre olhar para o que est\u00e1 a acontecer agora, pegar na m\u00fasica e nos instrumentos de agora, acompanhar o nosso ideal de m\u00fasica e tentar adapt\u00e1-lo&#8221;, referiu Vasco, defendendo que &#8220;as bandas s\u00e3o melhores \u00e0 medida que crescem&#8221;.<\/p>\n<p>Miguel Guedes critica a press\u00e3o no mercado musical &#8220;para descobrir coisas novas e novas bandas&#8221;, uma press\u00e3o &#8220;muito comercial, muito panflet\u00e1ria, muito mercantil, muito de escaparate&#8221;.<\/p>\n<p>Sempre a olhar para o futuro, editam na sexta-feira um novo \u00e1lbum, &#8220;Courage and Doom&#8221;, que \u00e9 &#8220;verdadeiramente diferente de tudo aquilo&#8221; que j\u00e1 fizeram.<\/p>\n<p>&#8220;Convoca muita expectativa, porque al\u00e9m de ser algo novo \u00e9 algo que nunca fizemos&#8221;, sublinhou Miguel Guedes.<\/p>\n<p>O \u00e1lbum tem &#8220;uma perspetiva mais reflexiva&#8221; sobre a vis\u00e3o que os elementos da banda t\u00eam do mundo. &#8220;Sobre o que estamos a viver e sentir, e, sobretudo, sobre o que vivemos nos \u00faltimos anos, que foram momentos verdadeiramente ass\u00edncronos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O disco come\u00e7ou a ser feito na pandemia, passou por uma guerra que nos entrou pelas portas &#8212; lembro-me de estar a escrever uma letra na noite em que aconteceram os primeiros rebentamentos na Ucr\u00e2nia. Tudo o que aconteceu a seguir, e durante, o reencontro p\u00f3s-pand\u00e9mico, a forma como nos relacionamos, tudo o que vemos a acontecer na Europa e no mundo, acaba por tornar este disco uma viagem de muitos anos acelerados&#8221;, revelou Miguel Guedes.<\/p>\n<p>Desde 2020, &#8220;o tempo suspendeu e depois acelerou&#8221; e o novo \u00e1lbum dos Blind Zero &#8220;\u00e9 muito produto disso&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, salientou Vasco Espinheira, &#8220;Courage and Doom&#8221; \u00e9 um disco &#8220;radicalmente diferente&#8221; dos outros da banda no que diz respeito ao processo de composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Gostamos sempre que os discos sejam diferentes uns dos outros, e aqui fomos for\u00e7ados a ter que o fazer de maneira diferente [por causa do confinamento], o que criou novas linguagens, novas op\u00e7\u00f5es, nova maneira de fazer as coisas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Se dantes cada um criava em casa a sua parte no instrumento que toca e a levava depois para a sala de ensaios, num per\u00edodo pand\u00e9mico, de isolamento for\u00e7ado, e com a tecnologia que n\u00e3o tinham no in\u00edcio da carreira &#8211; com computadores pr\u00f3prios e sintetizadores -, as can\u00e7\u00f5es chegaram \u00e0 sala de ensaios &#8220;com uma sonoridade muito pr\u00f3xima&#8221; do produto final.<\/p>\n<p>&#8220;Depois foi pegar naquilo que gost\u00e1vamos e alterar as coisas todas em conjunto. Por isso foi um processo de escrita muito diferente dos outros discos&#8221;, referiu Vasco.<\/p>\n<p>Alguns temas j\u00e1 foram &#8216;testados&#8217; ao vivo no festival de Vilar de Mouros, em agosto do ano passado, e no Cinetatro Ant\u00f3nio Lamoso, em Santa Maria da Feira, em fevereiro deste ano.<\/p>\n<p>&#8220;As m\u00fasicas que apresent\u00e1mos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as que vamos mostrar hoje [na Casa da M\u00fasica]. Sentimos que as can\u00e7\u00f5es fizeram esta viagem no tempo connosco e encarregaram-se de mudar&#8221;, referiu Miguel Guedes.<\/p>\n<p>O ponto de partida da cria\u00e7\u00e3o do novo \u00e1lbum &#8220;foi algo distante&#8221;. Segundo Miguel Guedes, &#8220;os tempos e a vida do mundo encarregaram-se de dar muitas voltas e as can\u00e7\u00f5es foram sofrendo muta\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Blind Zero celebram 30 anos de carreira com um concerto no Porto, de onde s\u00e3o origin\u00e1rios, no qual v\u00e3o tamb\u00e9m apresentar temas do novo \u00e1lbum, a editar na sexta-feira, que representa um olhar para o futuro. O concerto, na Casa da M\u00fasica, &#8220;\u00e9 um misto de celebra\u00e7\u00e3o e de proje\u00e7\u00e3o de futuro para o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":830,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[97],"tags":[243,244],"class_list":["post-829","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-portugal","tag-blind-zero","tag-blind-zero-celebram-30-anos"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=829"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":831,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/829\/revisions\/831"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.culturalusa.net\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}