Açores lançam app para visitas nos centros ambientais e parques naturais
O Governo Regional lançou uma aplicação móvel para os parques naturais dos Açores e o projeto de visitação autónoma dos centros ambientais, numa iniciativa que pretende tornar as visitas mais acessíveis, interativas e inclusivas.
A apresentação foi feita pelo secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, na segunda-feira, no âmbito de um evento realizado no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos — Centro de Ciência Viva, na ilha do Faial, onde foi lançado o novo modelo de visitação autónoma, que passa a ser disponibilizado em vários centros ambientais dos Açores.
A principal ferramenta deste projeto é a aplicação móvel dos Parques Naturais dos Açores, concebida para permitir que qualquer visitante “explore os espaços de forma autónoma, informada e acessível”, explicou o secretário regional com a tutela do Ambiente, citado numa nota divulgada pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).
Através desta plataforma, os visitantes têm acesso a audioguias e conteúdos em vídeo que explicam os diferentes elementos expositivos, organizados em estações interpretativas correspondentes a diferentes pontos de interesse, associados a painéis, vitrinas, objetos expositivos ou elementos naturais.
Ainda segundo o secretário regional do Ambiente, em alguns centros estas estações estendem-se também aos espaços exteriores, como é o caso do “magnífico Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, permitindo uma interpretação integrada da paisagem envolvente e dos valores naturais que caracterizam cada território”.
Alonso Miguel destacou que a aplicação permite ao visitante percorrer os espaços ao seu próprio ritmo, aprofundando o conhecimento de forma dinâmica e envolvente, sublinhando o caráter inclusivo da aplicação que “foi desenvolvida para garantir que todos os visitantes possam usufruir da experiência, independentemente das suas condições físicas, sensoriais ou linguísticas”.
A aplicação disponibiliza conteúdos em português e inglês, sendo que, “para pessoas com incapacidade visual, foram preparados “conteúdos áudio com descrições detalhadas dos espaços e dos objetos expositivos”.
O governante acrescentou que “para pessoas surdas ou com baixa audição estão disponíveis conteúdos em vídeo com interpretação em língua gestual”.
“A própria aplicação integra ainda sistemas de acessibilidade, como o VoiceOver, nos dispositivos Apple, e o TalkBack, nos dispositivos Android, facilitando a navegação por parte de utilizadores com limitações visuais”, assinalou.
Por outro lado, “a aplicação pode funcionar ‘online’ ou ‘offline’, o que significa que os visitantes podem descarregar previamente os conteúdos e utilizá-los durante a visita, mesmo em locais onde a cobertura de internet seja limitada ou inexistente, situação que ocorre com frequência em áreas naturais”.
Além de apoiar a visita aos centros ambientais, a aplicação reúne informação sobre a Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores, funcionando como uma plataforma integrada para descobrir parques naturais, identificar pontos de interesse e planear visitas, segundo explica o executivo açoriano, na nota.
Para Alonso Miguel, esta iniciativa representa “um salto qualitativo importante”, que vem “aproximar ainda mais as pessoas da natureza e tornar a experiência de visitação mais acessível, mais inclusiva, mais interativa”.
Reforça também “a posição dos Açores como um território que aposta na sustentabilidade, na educação ambiental e na valorização do seu património natural“, considerou.
Alonso Miguel sublinhou que, em 2021, os Centos de Interpretação Ambiental dos Açores receberam cerca de 229 mil visitantes.
“Os dados mais recentes, relativos a 2025, apontam para mais de 422 mil visitantes”, indicou, assinalando que “em apenas quatro anos se verificou, praticamente, uma duplicação da procura por estes espaços”.










