O primeiro-ministro destacou o “empenho” e o “intenso trabalho diplomático que tivemos e que nos uniu a todos” após a eleição de Portugal para membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O primeiro-ministro falou, esta quarta-feira, numa “ocasião histórica” e numa “grande conquista”, em reação à eleição de Portugal para membro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Quero, nesta ocasião história, em que obtivemos este resultado pela primeira vez na primeira volta e em que vencemos uma corrida que disputámos com a Aústria e a Alemanha, dar nota que se trata de uma grande conquista de Portugal naquele que é o maior palco da política internacional e perante dois oponentes manifestamente fortes”, afirmou Luís Montenegro, no final da reunião do Conselho de Ministros. “Esta vitória dignifica Portugal e projeta-nos no mundo.”
“Portugal é um país credível, é um país respeitado, é um país que tem intervenção e participação ao nível internacional e entendemos este mandato como mais uma demonstração desse nosso histórico. Portugal tem, no plano internacional, uma força muito superior à nossa dimensão económica ou demográfica”, acrescentou.
O primeiro-ministro destacou o “empenho” e o “intenso trabalho diplomático que tivemos e que nos uniu a todos”, agradecendo ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e aos presidentes da República Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro: “Ambos abraçaram com o Governo a campanha que permitiu o resultado que acabámos de alcançar”, sublinhou.
“Agora, cabe-nos a responsabilidade de, em 2027 e em 2028, estarmos na mesa do Conselho de Segurança das Nações Unidas e aí podermos contribuir para as decisões que são hoje, mais do que nunca, reclamadas para assegurar a paz e a segurança internacional. Esta nossa responsabilidade será assumida desde o primeiro minuto como fundamental para promover e salvaguardar os nossos valores”, assegurou, citando o combate à pobreza e a sustentabilidade, entre outros.
Montenegro lembrou que Portugal tem uma intervenção a nível europeu, mas também no plano multilateral “muito relevante” no seio de países de língua portuguesa e tem também “uma responsabilidade de ser um compatriota nosso o secretário-geral das Nações Unidas”.
Agora, “tem também uma responsabilidade igualmente muito importante de ser membro não permanente do Conselho de Segurança e, por essa via, poder relançar as Nações Unidas num momento em que elas enfrentam muitos desafios numa trajetória de ser o instrumento e o palco de resolução de conflitos”.










