Os preços das casas continuam a subir em Portugal e há problemas do lado da oferta por resolver, considera o especialista em imobiliário Hugo Silva. Comprar casa está difícil, mas o arrendamento também continua muito complicado.
Os preços das casas continuam a subir em Portugal e há problemas do lado da oferta por resolver, considerou esta quarta-feira o especialista em imobiliário Hugo Silva, destacando que o arrendamento está muito difícil.
“A procura pelo arrendamento está uma perfeita loucura. É uma casa para 20 clientes”, disse Hugo Silva, em declarações à TVI.
O especialista lembra que as medidas do Governo foram positivas para incentivar os jovens a comprar casa, mas ainda há problemas do lado da oferta que devem ser resolvidos.
“As medidas foram muito importantes para os jovens começarem a comprar casa, temos sentido que pessoas que não estavam a conseguir comprar casa nos últimos quatro ou cinco anos voltaram ao mercado. A questão é que continuamos com muitos problemas do ponto de vista da oferta”, explicou o especialista.
Mais de 42 mil jovens já recorreram à garantia pública no crédito à habitação, anunciou hoje o primeiro-ministro, referindo que estes são dados recolhidos até 31 de maio.
Hugo Silva explica que, “enquanto este problema não for resolvido, todo este cenário que todas as semanas vem para as notícias” vai manter-se.
“Se do lado da oferta não houver medidas efetivas que permitam que haja mais casas disponíveis no mercado, os preços médios vão continuar a subir e esta dificuldade de acesso em comprar casa ou no arrendamento vai continuar”, explicou o especialista.
Na opinião do especialista, este problema não se resolve “a curto prazo”, porque construir uma casa demora “entre um ano e um ano e maio”.
Como se resolver? Na opinião de Hugo Silva, a resolução pode passar por um “mercado mais profissional do lado do arrendamento, com incentivos” e, do lado da oferta, a banca deve entrar na equação.
Preços das casas em Portugal continuam a subir
Os preços das casas em Portugal subiram 8% em junho face ao mesmo mês de 2024, segundo o índice de preços do idealista, divulgado na terça-feira. No mês passado, comprar casa tinha um custo de 2.898 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo em conta o valor mediano.
Comprar casa em Portugal ficou 8% mais caro no último ano, com o preço por metro quadrado nos 2.898 euros. Na região da Grande Lisboa já ultrapassa os 4.000 euros/m2.
Já em relação à variação trimestral, os preços subiram 4,4%, segundo a informação enviada num comunicado ao Notícias ao Minuto.
“Os preços das casas em junho subiram em 15 capitais, com Setúbal (20%), Santarém (15,3%), Évora (13,9%) e Ponta Delgada (13,6%) a liderarem a lista. Seguem-se Faro (10,3%), Viana do Castelo (10,1%), Coimbra (9,5%), Funchal (7,6%), Braga (6,5%), Porto (6%), Portalegre (4,8%), Vila Real (4%), Leiria (4%), Lisboa (2,3%) e Bragança (1,6%)”, pode ler-se na nota divulgada.
Já em Aveiro, os preços mantiveram-se estáveis nesse período (0,5%).
Do lado oposto e em sentido contrário, os preços desceram em Castelo Branco (-3,1%) e Viseu (-1,9%).










